Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nelson Rocha Augusto
O governo federal reacendeu as expectativas econômicas com o anúncio da nova fase do Programa de Investimentos em Logística, que prevê um aporte de quase R$ 200 bilhões nos próximos anos. Embora o montante seja expressivo, especialistas alertam para a necessidade de transformar o anúncio em ações concretas e eficientes.
A Proximidade entre o Público e o Privado
Um diferencial crucial desta nova fase, segundo analistas, é a maior integração entre o setor público e o privado. Empresas privadas estão sendo ativamente convidadas a participar do programa, seguindo o modelo de sucesso observado na gestão de aeroportos como os de Campinas e Guarulhos. O interesse de investidores internacionais e a solidez do mercado de capitais brasileiro, com o apoio do BNDES, são fatores que impulsionam essa parceria.
Novas Regras para o Setor Portuário
O setor portuário, com um investimento previsto de R$ 37,4 bilhões, também se beneficiará de novas regras que visam atrair mais investimentos. Diferentemente de iniciativas anteriores, que não se concretizaram, a atual proposta oferece uma taxa de retorno livre para as empresas que disputarão as concessões, tornando o setor mais atrativo. A expectativa é que essa mudança impulsione o desenvolvimento e a modernização dos portos brasileiros.
Leia também
Inflação Ainda Preocupa
Em contrapartida, o cenário econômico enfrenta o desafio da inflação. O IPCA acelerou para 0,74% em maio, acumulando uma alta de 8,47% em 12 meses, superando as expectativas. Esse índice, o mais alto desde 2008, reflete o impacto dos preços de alimentos e bebidas, como cebola, tomate e cenoura, que apresentaram aumentos significativos. Apesar desse cenário, há otimismo de que a inflação possa ser controlada nos próximos meses, com a estabilização dos preços de produtos voláteis e a resolução de questões como a crise hídrica.
Embora o adiamento da votação sobre a redução das desonerações da folha salarial gere incertezas, a expectativa é que o Congresso aprove a medida em breve, permitindo que o foco da política econômica se volte para outros aspectos do desenvolvimento.