Ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’, com José Carlos de Lima Júnior
A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, anunciou a liberação de R$ 187,7 bilhões para o Plano Agrícola e Pecuário 2015-2016. O valor representa um aumento de 20% em relação à safra anterior, gerando expectativas e debates no setor.
Disponibilidade de Recursos e Taxas de Juros
Apesar dos cortes em diversos ministérios, o montante disponibilizado surpreendeu positivamente. A atenção se volta atrásra para as taxas de juros das linhas de financiamento. As taxas de juros controladas para investimento devem variar entre 7% e 10%. Considerando a taxa Selic, isso representaria juros próximos de zero para o produtor, conforme declarações anteriores da ministra.
Promessas vs. Realidade
Existe uma preocupação em relação ao cumprimento das promessas. No ano anterior, apenas uma pequena parcela dos recursos destinados ao seguro agrícola foi efetivamente liberada. É crucial que o governo cumpra o que foi anunciado para evitar prejuízos aos produtores e à economia nacional.
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Infraestrutura e Exportações
Além do crédito, o governo prometeu um plano nacional de exportações e investimentos em infraestrutura e logística. A falta de infraestrutura adequada, especialmente nas regiões produtoras, dificulta o escoamento da produção. É necessário um plano de estado contínuo, em vez de ações isoladas de governo, para garantir o desenvolvimento do setor.
O sucesso do plano depende da efetiva liberação dos recursos e da implementação de políticas que promovam o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro.