Objetivo é evitar a aparição de novos casos de variantes; Rodrigo Stábli comenta também sobre a mudança na vacina da pólio
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma atualização na composição da vacina contra a Covid-19, Anvisa aprova atualização da composição da vacina contra o coronavírus, com o objetivo de combater as variantes do coronavírus. Essa medida segue a lógica das atualizações anuais das vacinas contra a gripe, que são ajustadas conforme a circulação dos vírus em diferentes regiões do hemisfério Sul e Norte.
Rodrigo Establi, pesquisador da Fiocruz, explicou que o coronavírus é um vírus respiratório com alto índice de mutação, o que torna necessária a atualização periódica das vacinas para manter sua eficácia. Assim como ocorre com a vacina da gripe, que é reformulada anualmente com base em pesquisas globais, a vacina contra a Covid-19 também precisa ser adaptada para continuar protegendo a população.
Atualização da vacina contra Covid-19
Segundo Establi, a aprovação da Anvisa demonstra a capacidade da agência de acompanhar as evidências científicas e garantir que as vacinas ofereçam proteção adequada diante das mutações do vírus. Ele ressaltou que, apesar das mudanças na composição, a vacina continua eficaz e é recomendada para todas as pessoas que estão com as doses em atraso, especialmente em regiões onde há aumento da circulação do vírus, como na região de Ribeirão Preto.
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Substituição da vacina oral contra poliomielite pela injetável: Além da atualização da vacina contra a Covid-19, foi anunciada a substituição da vacina oral contra poliomielite (vacina em gotinhas) pela vacina injetável, a partir de 4 de novembro. A vacina oral utiliza vírus atenuado, que não causa a doença, mas pode ser eliminado nas fezes da criança vacinada. Em situações de baixa cobertura vacinal, isso pode representar risco para crianças não vacinadas, que podem entrar em contato com o vírus e desenvolver a doença.
Rodrigo Establi destacou que a poliomielite está erradicada no Brasil, mas a queda na cobertura vacinal preocupa as autoridades de saúde. A vacina injetável, que utiliza vírus morto, não apresenta esse risco de transmissão. Por isso, a mudança visa evitar o retorno da doença, que pode causar sequelas graves nas crianças.
Importância da manutenção da cobertura vacinal: O pesquisador reforçou que a mudança na forma de aplicação da vacina contra poliomielite não altera o esquema vacinal nem a eficácia da imunização. As unidades básicas de saúde estão orientadas para informar os responsáveis pelas crianças sobre a alteração e garantir a continuidade da vacinação.
Ele também ressaltou que a queda na cobertura vacinal no Brasil, que já foi uma das maiores do hemisfério Sul, está relacionada a desinformação e notícias falsas sobre vacinas. Essa situação aumenta o risco de retorno de doenças que foram controladas no país, como a poliomielite.
Entenda melhor
A atualização das vacinas é uma prática comum para garantir a proteção contra vírus que sofrem mutações frequentes, como o coronavírus e o vírus da gripe. A substituição da vacina oral contra poliomielite pela injetável é uma medida preventiva adotada em resposta à redução da cobertura vacinal, visando evitar a reintrodução da doença no país.