Medida preocupa especialistas que enxergam nova oportunidade para formar aglomerações
Testes rápidos de Covid-19 em farmácias: agilidade ou risco?
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a realização de testes rápidos para detecção do novo coronavírus em farmácias e drogarias. Essa medida, que visa ampliar o acesso aos testes, desperta preocupações entre alguns especialistas.
Preocupações com falsos resultados e aglomerações
Fernando Eméric, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e presidente da Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas, alerta para os riscos de falsos positivos e falsos negativos. A falta de estrutura adequada nas farmácias e drogarias também pode levar à formação de aglomerações em ambientes fechados, aumentando o risco de transmissão do vírus. Ele ressalta a importância de cuidados adicionais para garantir a segurança e a confiabilidade dos testes.
Necessidade de medidas de segurança
A ampliação do acesso a testes rápidos é uma iniciativa importante para o controle da pandemia, mas a implementação da medida requer atenção. É fundamental garantir que as farmácias e drogarias estejam preparadas para realizar os testes com segurança, evitando a formação de aglomerações e assegurando a correta interpretação dos resultados. A Anvisa precisa estabelecer protocolos rígidos para minimizar os riscos e garantir a qualidade dos procedimentos.
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Em suma, a liberação dos testes rápidos em farmácias e drogarias representa um avanço no combate à pandemia, mas requer cautela e medidas de segurança para evitar potenciais problemas. A vigilância e o acompanhamento constante são essenciais para garantir que essa nova modalidade de testagem contribua efetivamente para o controle da Covid-19.


