Vapes são proibidos no Brasil desde 2009; decisão da Agência deve sair nesta sexta-feira (1º)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve decidir nesta manhã se abre ou não consulta pública sobre os cigarros eletrônicos, proibidos no Brasil desde 2009. A decisão, prevista para as 9h30, encerra quatro anos de estudos e análises por parte da agência.
Análise da Anvisa
Após revisão de estudos científicos, análise de dados de 40 países e recebimento de 1.600 sugestões, a Anvisa concluiu que os cigarros eletrônicos (também conhecidos como cigarretes eletrônicos, tabaco não aquecido, pods e vapers) não são eficazes para ajudar fumantes a parar de fumar, causam dependência química e diversos problemas de saúde. Além disso, pesquisas indicam que os usuários desconhecem os riscos reais do produto, e que ele incentiva o consumo de cigarros tradicionais, especialmente entre jovens.
Pontos de Vista Contrapostos
A decisão da Anvisa se concentra na abertura de uma consulta pública. Profissionais de saúde reforçam os riscos associados aos cigarros eletrônicos. Por outro lado, alguns argumentam que a proibição fomenta o contrabando e a comercialização de produtos sem fiscalização, com altos níveis de substâncias nocivas à saúde. A desregulamentação, segundo este argumento, permitiria a criação de regras claras e melhoria na qualidade dos produtos.
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Próximos Passos
A reunião da diretoria da Anvisa definirá se a sociedade terá a oportunidade de participar da discussão sobre o futuro dos cigarros eletrônicos no Brasil. A decisão de abrir ou não uma consulta pública é crucial para o rumo da regulamentação desses produtos no país, ponderando os riscos à saúde pública com a necessidade de fiscalização e controle.



