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Anvisa define primeira fase para análise que pode aprovar uso da fosfoetanolamina

Substância utilizada em pequisa de professor da USP São Carlos pode ser utilizada no combate ao câncer
Análise aprovar uso fosfoetanolamina
Substância utilizada em pequisa de professor da USP São Carlos pode ser utilizada no combate ao câncer

Substância utilizada em pequisa de professor da USP São Carlos pode ser utilizada no combate ao câncer

Um grupo de estudos formalizará hoje o pedido de uma amostra de 500 gramas de fósforo etanolamina sintética à Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos. O objetivo é dar início a uma série de pesquisas que visam comprovar a eficácia da substância no combate ao câncer.

Comparativo com Patente Existente

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) planeja comparar os resultados obtidos com os efeitos de uma patente já registrada no Brasil, que também utiliza a fósforo etanolamina em sua composição. Essa análise comparativa é um passo crucial para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorize o uso do produto em larga escala.

Prazos e Investimentos

A previsão inicial para esta primeira fase de testes é de sete meses. No entanto, ainda não há um prazo definido para a conclusão dos testes em seres humanos. O Ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pancera, enfatizou que as pesquisas buscam demonstrar a eficácia da substância e garantir que seu uso não cause efeitos colaterais nos pacientes. O MCTI anunciou um investimento de 10 milhões de reais nos estudos, a serem disponibilizados ao longo de dois anos. A expectativa é que os primeiros resultados concretos sejam obtidos em um período de 15 a 20 meses. O ministério se comprometeu a divulgar relatórios trimestrais sobre o andamento das pesquisas em um portal online dedicado ao tema.

Desafios e Perspectivas

Renato Porto, diretor da Anvisa, ressaltou a dificuldade em prever um prazo exato para comprovar a eficácia da fósforo etanolamina, destacando a complexidade do recrutamento de pacientes para os testes. A substância, estudada inicialmente no Instituto de Química da USP em São Carlos pelo pesquisador Gilberto Chierici (atualmente aposentado), tem como objetivo tornar as células cancerosas mais visíveis ao sistema imunológico, auxiliando o organismo no combate à doença.

A discussão sobre a fósforo etanolamina ganhou destaque em um debate no Congresso Nacional, onde a superintendente da Anvisa, Meiruz e Souza Freitas, enfatizou a importância da padronização dos estudos clínicos para se chegar a conclusões sólidas sobre a eficácia do medicamento. Atualmente, alguns pacientes têm conseguido acesso à substância por meio de recursos judiciais. O Ministério da Ciência e Tecnologia reafirmou o compromisso de divulgar o progresso das pesquisas a cada três meses.

O desenvolvimento e a pesquisa da fósforo etanolamina representam um avanço promissor na busca por tratamentos eficazes contra o câncer. A colaboração entre universidades, órgãos governamentais e a comunidade científica é fundamental para garantir a segurança e a eficácia da substância, oferecendo novas esperanças aos pacientes.

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