Agência aponta que o retrabalho pode retardar a chegada de novos imunizantes
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou uma nova medida para acelerar o processo de aprovação de vacinas contra a Covid-19 no Brasil. A partir de agora, as vacinas fornecidas pelo consórcio Covax Facility não precisarão passar por registro emergencial ou definitivo, agilizando a chegada de imunizantes ao país.
Anvisa e o Covax Facility
A decisão da Anvisa se baseia no fato de que a Organização Mundial da Saúde (OMS) já analisou e aprovou as vacinas do Covax Facility, e técnicos da Anvisa participam do consórcio internacional. Considerando essa análise prévia, a agência entende que não há necessidade de uma nova avaliação da documentação. Essa medida deve garantir que mais vacinas cheguem ao Brasil rapidamente, cerca de 10 diferentes, de diversos fabricantes.
Aceleração do Processo e Impacto
Além disso, a Anvisa anunciou que não exigirá mais a realização de testes clínicos da fase 3 no Brasil para aprovação emergencial. Os resultados de estudos feitos em outros países serão aceitos, simplificando e acelerando ainda mais o processo. O foco, segundo a Anvisa, é garantir a rapidez na liberação de vacinas para as campanhas públicas de vacinação. Clínicas privadas, no entanto, precisarão seguir os trâmites normais de registro.
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Negociações e Perspectivas
Com as novas regras, o Ministério da Saúde confirmou o início das negociações para a compra de 30 milhões de doses das vacinas russa (Sputnik V) e indiana (Bharat Biotech), que devem se beneficiar da nova política de aprovação da Anvisa. A expectativa é que as primeiras doses cheguem ao Brasil ainda em fevereiro. As mudanças implementadas pela Anvisa refletem a urgência em imunizar a população brasileira, considerando a comprovação científica da eficácia dessas vacinas em pesquisas internacionais.



