Mercado brasileiro é dependente de importações da China, mas, com essa iniciativa, a demanda deve ser melhor assistida
Autorização e produção nacional
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o laboratório Bion a transferir para o Brasil etapas da formulação e do envase da insulina glargina, um medicamento de longa duração usado habitualmente em aplicações diárias. Até então, essa insulina era produzida apenas na China. A decisão regula a fabricação local e abre caminho para a fabricação integral de parte do processo no país.
Capacidade fabril e expectativa de oferta
A empresa construiu uma fábrica em Nova Lima, no estado de Minas Gerais, com investimento de 800 milhões de reais. A unidade terá capacidade para produzir cerca de 40 milhões de frascos e canetas por ano, volume que, segundo o laboratório, deve suprir até 80% do consumo brasileiro. A previsão é de início da produção até o final de junho.
Impacto para distribuição e pacientes
Com a transferência de etapas da formulação e do envase para o país, a logística de distribuição tende a ser simplificada e o tempo entre a indústria e os pacientes poderá diminuir, o que pode reduzir riscos de desabastecimento. A mudança é considerada positiva especialmente pelo número expressivo de pessoas com diabetes no Brasil — cerca de 15 milhões — que dependem de insulina para o controle da doença.
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Especialistas e autoridades acompanham os próximos passos para garantir que a produção nacional ocorra dentro dos padrões de qualidade e segurança exigidos, enquanto pacientes e profissionais de saúde aguardam pela ampliação do acesso ao medicamento.



