Anvisa proíbe duas substâncias químicas utilizadas em esmaltes em gel
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso de duas substâncias químicas comumente encontradas em esmaltes em gel, visando proteger tanto os consumidores quanto os profissionais da área de beleza dos potenciais riscos de câncer e infertilidade. Em Ribeirão Preto, salões de beleza já estão se adaptando à nova regulamentação, renovando seus estoques para garantir a segurança de seus clientes.
Impacto da Decisão da Anvisa
A Anvisa estabeleceu um prazo de 90 dias para que os produtos contendo as substâncias proibidas sejam retirados do mercado. No entanto, alguns estabelecimentos em Ribeirão Preto, como o da manicure Francisca A. Souza, já se adiantaram e estão substituindo seus produtos. Francisca relata que está separando todos os esmaltes com a composição proibida para assegurar o bem-estar de seus clientes, o que implica na troca de praticamente todo o seu estoque.
Substâncias Proibidas e seus Riscos
A proibição da Anvisa abrange a fabricação, importação e registro de produtos que contenham TPO (óxido de difenilfosfina) e DMPT (dimetil toluidina), substâncias frequentemente utilizadas em unhas artificiais em gel e esmaltes em gel que necessitam de exposição à luz ultravioleta ou LED para endurecer. O dermatologista Weber Coelho explica que estudos realizados na Europa identificaram um alto potencial cancerígeno nessas substâncias em camundongos. Além disso, o TPO pode interferir na fertilidade, enquanto o DMPT é reconhecidamente cancerígeno, mutagênico e capaz de alterar células, potencialmente levando ao câncer.
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Repercussão e Adaptação no Mercado
A designer de unhas Shailani Di Oliveira, que já não utiliza esmaltes com as substâncias proibidas, apoia a medida da Anvisa, embora acredite que o governo brasileiro demorou a agir. Ela ressalta que não há motivo para pânico, especialmente para os profissionais que estão começando na área, pois as marcas, principalmente as europeias, já se anteciparam e estão produzindo alternativas sem esses componentes. Shailani defende que a Anvisa poderia ter agido mais rapidamente, alinhada com a Europa, para evitar prejuízos à indústria brasileira.
É fundamental priorizar a segurança ao cuidar da beleza, utilizando produtos que não representem riscos à saúde.



