Decisão acontece depois que um empresário morreu por fazer um peeling com uso do produto; caso é investigado
A Anvisa proibiu a importação, fabricação, manipulação, comercialização, propaganda e uso de produtos à base de fenol em procedimentos de saúde e estéticos. A decisão, publicada hoje, vale para médicos, esteticistas e outros profissionais, com exceção de produtos já regularizados para uso em laboratórios analíticos ou de análises clínicas.
Fenol em procedimentos estéticos: ineficácia e riscos
A resolução da Anvisa destaca a falta de estudos que comprovem a eficácia e segurança do fenol em procedimentos estéticos. A agência afirma que até o momento não foram apresentados dados científicos que garantam a sua utilização nesses contextos.
Morte de empresário impulsiona decisão
A decisão cautelar da Anvisa foi tomada após a morte de um empresário de 27 anos, em Piracicaba, após a realização de um peeling com fenol em uma clínica de São Paulo. O jovem passou mal logo após o procedimento e faleceu mesmo após atendimento do SAMU. A responsável pelo procedimento, uma influenciadora digital, responde em liberdade ao inquérito policial.
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Monitoramento da Anvisa nas redes sociais
Preocupada com a divulgação do fenol em redes sociais, a Anvisa realiza monitoramento desde 2021 e já retirou do ar 216 mil anúncios de produtos sem registro na agência, sendo 11% referentes a medicamentos. A agência reforça a importância de buscar procedimentos com profissionais habilitados e produtos devidamente registrados para garantir a segurança dos pacientes.



