Órgão alega que imagens associavam o suplemento com o tratamento ao câncer
A Anvisa suspendeu a propaganda online de um novo suplemento alimentar, a fosfoetanolamina, antes mesmo de seu lançamento oficial no mercado. A decisão, publicada no site da agência, justifica-se pela associação de imagens do produto a tratamentos contra o câncer, o que é considerado irregular.
Propaganda enganosa
Segundo o diretor da Anvisa, Jarbas Barbosa, as propagandas veiculadas no Facebook, que mostravam uma mulher careca com a frase “Não desista”, induziam o consumidor a acreditar que o suplemento auxiliava no tratamento da doença. Essa prática é ilegal, pois não há comprovação científica de tal eficácia. A ausência de comprovação científica na bula e a utilização de imagens que sugerem tratamento de câncer configuram propaganda enganosa.
Diferenças na composição e produção
O biólogo Marcos Vinicius de Almeida, um dos responsáveis pelo produto, afirmou que a substância é similar à produzida na USP em São Carlos, mas se separou do grupo original de pesquisa. A Anvisa esclarece que a fosfoetanolamina produzida no Brasil teve sua distribuição proibida pelo STF devido à alegação de propriedades anticâncer sem testes comprobatórios. A versão agora anunciada, produzida em parceria com laboratórios do Uruguai e da Flórida, apresenta composição diferente, segundo a defesa da empresa.
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Adequação às normas brasileiras
A advogada Daniela Bordinhão, que representa a New Life Health Company no Brasil, declarou que a empresa está se adequando às normas brasileiras e cumprirá as determinações da Anvisa. A venda do suplemento pela internet para uso pessoal estava prevista, mas após a suspensão, a maioria das imagens do Facebook foram removidas. A Anvisa reforça a importância da comprovação científica para qualquer alegação de tratamento ou cura de doenças.



