Dois suspeitos armados teriam chagado em uma moto e ameaçado as pessoas na rua Afonso Paulino, na zona Norte de Ribeirão
Um arrastão deixou moradores e trabalhadores em alerta no início da manhã desta terça-feira no bairro Alexandre Balbo, zona norte de Ribeirão Preto. Por volta das 6h, dois homens em uma motocicleta abordaram, rendendo cerca de 10 pessoas, o ponto de ônibus localizado no cruzamento das ruas Afonso Paulino com Aguilherme Giró, segundo relato de testemunhas ao repórter Samuel Santos, da CBN.
Como ocorreu a ação
De acordo com as vítimas, os suspeitos desceram da moto armados e anunciaram o assalto, exigindo celulares, bolsas, documentos e dinheiro. A abordagem durou poucos minutos e teve caráter de “arrastão”: as pessoas que aguardavam o coletivo foram obrigadas a entregar pertences sob ameaça. Algumas vítimas relataram que não houve tempo suficiente para reagir antes da chegada do ônibus.
Depoimentos de vítimas
Uzair Dimachato, diarista, disse que os dois criminosos “já desceram e falando ‘é assalto’” e que colocaram armas contra as vítimas. “Eles não têm piedade, põem a arma na barriga, na cabeça. A gente fica tão amedrontada que vai passando os pertences, porque ninguém quer levar um tiro”, afirmou. Segundo ela, a própria bolsa foi puxada e, embora parte dos objetos tenha ficado no local, muitos passageiros perderam celulares, documentos e chaves.
Outra vítima, Maria Vieira, relatou que foi a primeira vez que sofreu assalto naquele ponto, apesar de já conhecer relatos de roubos frequentes na região. “Levaram meu celular. Eu tentei correr, pedi para devolver, mas eles dizem que se a gente não parar vão atirar”, disse. Muitas pessoas, segundo as vítimas, preferiram retornar ao trabalho sem registrar boletim de ocorrência por necessidade de cumprir a jornada.
Registro e pedido por mais segurança
Alguns casos estão sendo registrados na Central de Polícia Judiciária, na delegacia da Rua Duque de Caxias, no centro de Ribeirão Preto, mas nem todos os atingidos compareceram para formalizar a queixa. Moradores e trabalhadores pedem reforço no policiamento e rondas frequentes na região para tentar recuperar a sensação de segurança e evitar novos episódios.
O repórter retorna à programação com a informação de que as autoridades dependem de denúncias e registros formais para avançar nas investigações e localizar os suspeitos.



