De acordo com o sindicato da categoria, faltam 450 profissionais no hospital
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto enfrenta uma grave crise de falta de funcionários, comprometendo o atendimento à população.
Déficit de Profissionais e Consequências
Com 5.918 funcionários atualmente, o hospital apresenta um déficit de 450 profissionais, segundo a Associação dos Funcionários. A situação resulta em longos tempos de espera para pacientes do SUS, com alguns aguardando por atendimento há anos. A saída de cerca de 30 funcionários por mês, devido a aposentadorias, melhores oportunidades em outros concursos públicos e salários defasados, agrava ainda mais o problema. A falta de reajuste salarial há mais de 10 anos e a ausência de incentivos contribuem para a desmotivação e a saída de profissionais.
Impacto no Atendimento Médico
A falta de pessoal impacta diretamente o atendimento. Nove centros cirúrgicos estão fechados, 25% das cirurgias agendadas não são realizadas, 100 leitos estão fechados e outros 130 podem fechar em breve. Pacientes relatam longos tempos de espera e dificuldades para acessar os serviços, como é o caso de Débora Parecida-Volpe, que precisa de uma cirurgia e aguarda há tempo, utilizando remédios para controlar a dor. Médicos especialistas em saúde pública alertam para a quebra na cadeia assistencial, com a falta de anestesiologistas, enfermeiros e fisioterapeutas impactando diretamente nos resultados e na queda no número de cirurgias realizadas (de 40 mil em 2015 para 26 mil em 2018).
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Possíveis Soluções e o Futuro do HC
A terceirização de serviços de apoio, como limpeza e lavanderia, já ocorre, mas a possibilidade de terceirizar áreas essenciais, como anestesiologia, gera preocupações. Especialistas defendem a mobilização das elites políticas e acadêmicas da região para dialogar com o governo do estado e buscar soluções, seja por meio de contratações ou terceirização estratégica. O governo estadual, por sua vez, afirma ter autorizado a contratação de 242 funcionários e busca alternativas para mais vagas, além de ter concedido aumento salarial em 2018 e analisar outros pedidos do sindicato. A situação permanece crítica, exigindo ações imediatas para garantir a qualidade do atendimento no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.


