Vítimas teriam comprado portões do golpista, mas nunca receberam o produto
Golpista se passa por serralheiro e deixa dezenas de moradores no prejuízo em Ribeirão Preto
Golpe do portão: prejuízo financeiro e emocional
Em Ribeirão Preto, um golpista se passando por serralheiro aplicou um golpe em ao menos 46 moradores, causando prejuízos financeiros e emocionais significativos. As vítimas, em sua maioria residentes em bairros novos como o Jardim Cristo Redentor, contrataram os serviços do indivíduo, identificado como Moisés Ferreira Viana, para a instalação de portões em suas casas recém-adquiridas. A maioria das casas foram entregues sem muros, aumentando a vulnerabilidade dos moradores e a urgência pela instalação dos portões.
Modus operandi e prejuízos
Moisés recebia o pagamento adiantado pelos serviços, que variavam entre R$ 4 mil e R$ 7 mil, prometendo a instalação de portões basculantes com fechadura elétrica e motor. Após o recebimento do dinheiro, o golpista desaparecia, deixando os clientes sem o serviço e sem o dinheiro. Para Eliezer, uma das vítimas, o prejuízo representa não apenas o valor financeiro, mas também a impossibilidade de se mudar para a sua casa própria, devido à falta de segurança. A espera pelo portão, que deveria ter sido entregue entre 3 e 15 de atrássto, gerou ainda mais frustração e insegurança.
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Investigação policial e orientação do Procon
A Polícia Civil já recebeu mais de 50 boletins de ocorrência contra Moisés Ferreira Viana. O Procon local orienta que, em casos como este, onde a empresa não possui registro legal e o contato se limita a um aplicativo de mensagens, a solução passa pela esfera policial, devido à prática de crime. A filha de Moisés foi contatada, mas alegou não ter informações sobre o paradeiro do pai ou sobre os serviços não prestados. O golpe causou grande impacto nos moradores, que após tanto tempo esperando pela casa própria, atrásra enfrentam o prejuízo financeiro e a angústia de terem sido vítimas de um crime. A investigação policial segue em andamento para apurar os fatos e responsabilizar o golpista.



