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Ao menos três hospitais de Ribeirão Preto relatam situação de superlotação

Santa Casa, HC-UE e a Beneficência Portuguesa relatam enfrentar uma demanda acima do que a estrutura dos hospitais suportam
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Santa Casa, HC-UE e a Beneficência Portuguesa relatam enfrentar uma demanda acima do que a estrutura dos hospitais suportam

Santa Casa, HC-UE e a Beneficência Portuguesa relatam enfrentar uma demanda acima do que a estrutura dos hospitais suportam

A rede de saúde de Ribeirão Preto enfrenta uma grave crise de superlotação em seus hospitais de urgência e emergência. A situação afeta principalmente a Santa Casa, a Beneficência Portuguesa e o Hospital das Clínicas, que operam acima de sua capacidade, forçando improvisos e afetando a qualidade do atendimento.

Superlotação e o colapso da rede

A Beneficência Portuguesa chegou a registrar 300% de ocupação em sua unidade de emergência, um cenário que obriga a equipe médica a improvisar na alocação de pacientes, comprometendo outros procedimentos. A Santa Casa também enfrenta dificuldades, com 100% de ocupação em leitos de observação, 7 dos 8 leitos de emergência ocupados e uma fila de 32 pacientes aguardando cirurgias ortopédicas. O Hospital das Clínicas não fica atrás, com taxas de ocupação acima de 100% em diversas áreas, inclusive na UTI adulta e na sala de urgência pediátrica. Em maio, a unidade chegou a interromper a recepção de novos pacientes devido à superlotação.

Falhas no sistema e a necessidade de soluções além de novos leitos

Para especialistas, a superlotação não é apenas resultado da falta de leitos, mas também de falhas no sistema de saúde como um todo. O professor José Sebastião dos Santos, da Faculdade de Medicina da USP, destaca a precariedade das unidades básicas de saúde, que não conseguem resolver muitos problemas em estágios iniciais, levando a um aumento da demanda nos hospitais de urgência e emergência. Ele argumenta que investir em novas construções sem resolver os problemas existentes é ineficaz. A solução, segundo ele, passa pela otimização do funcionamento das estruturas já existentes e pela melhoria do atendimento em níveis primários de saúde.

A busca por soluções e os desafios à frente

A Secretaria Estadual de Saúde afirma estar buscando soluções, realizando reuniões com os hospitais para melhorar o fluxo de pacientes e incentivando financeiramente a realização de cirurgias. No entanto, a situação permanece crítica, exigindo medidas mais eficazes e abrangentes. A construção de uma nova unidade de emergência para o Hospital das Clínicas está em análise, mas a solução a longo prazo demanda um olhar mais amplo sobre o sistema de saúde, incluindo a melhoria do atendimento primário e a otimização do uso dos recursos existentes.

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