Obra conta a história de um padre que teria feito mais 100 mil exorcismos; ouça a coluna ‘Cinema’ com Marcos de Castro
Uma mistura inusitada de gêneros
O filme “O Exorcista do Papa”, estrelado por Russell Crowe, surpreende ao misturar elementos de filmes de terror com a estrutura narrativa de um filme de super-herói. Ao invés da atmosfera tensa e lenta característica dos filmes de exorcismo tradicionais, a produção apresenta cenas de ação dinâmicas e uma edição rápida, semelhante aos blockbusters de heróis. Essa escolha narrativa, embora inusitada, confere ao filme um ritmo ágil e envolvente.
Um padre como herói
A trama acompanha a jornada de um padre, baseado em um personagem real, que enfrenta uma série de desafios em sua luta contra forças demoníacas. Apesar da violência gráfica presente em algumas cenas de exorcismo, o foco principal recai sobre a trajetória do protagonista, que, tal qual um herói clássico, enfrenta obstáculos, sofre derrotas e, por fim, alcança a vitória. O uso de elementos religiosos, como o crucifixo, substitui os artefatos tradicionais de heróis, criando uma interessante analogia.
Expectativas e comparações
Lançado próximo ao lançamento da sequência de “O Exorcista” (1973), o filme inevitavelmente gera comparações. Embora as cenas de exorcismo não apresentem grandes inovações, o carisma de Russell Crowe e a abordagem diferenciada da narrativa compensam a falta de originalidade em alguns aspectos. A escolha de mesclar gêneros, apesar de ousada, pode dividir opiniões, mas garante uma experiência cinematográfica única e memorável.
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Em resumo, “O Exorcista do Papa” é uma experiência cinematográfica interessante e inusitada, que diverte e prende a atenção do público. A mistura de gêneros, embora possa não agradar a todos, resulta em um filme dinâmico e envolvente, impulsionado pela atuação de Russell Crowe e pela originalidade da sua proposta.



