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Aparições de tamanduás chamam atenção em cidades da região de Ribeirão Preto

Registros em Bonfim Paulista, Guará e Pedregulho reacendem alerta sobre desmatamento e cuidados ao encontrar animais silvestres em áreas urbanas
tamanduás
tamanduá - Marcel Mendes

A presença de tamanduás em áreas urbanas voltou a chamar a atenção na região de Ribeirão Preto nos últimos dias. No fim de semana, um tamanduá-bandeira foi flagrado atravessando a rua na faixa de pedestres em Bonfim Paulista, em um vídeo que circulou nas redes sociais da CBN. Outros registros semelhantes surgiram em Guará, com a aparição de um tamanduá-mirim, e em Pedregulho, onde um novo vídeo mostrou novamente um tamanduá-bandeira em área urbana.

As imagens despertaram curiosidade e admiração entre moradores, mas também levantaram questionamentos sobre os motivos que levam esses animais a se aproximarem das cidades com tanta frequência.

Pressão ambiental

Segundo o ambientalista Samuel Maria, que atua há mais de uma década no resgate de animais silvestres, o aumento dessas aparições está relacionado ao período do ano e à pressão ambiental. A primavera e o verão correspondem à época de acasalamento e reprodução dos tamanduás, o que intensifica a busca por alimento.

Além disso, o desmatamento e o avanço das áreas urbanas e agrícolas reduzem o espaço natural desses animais. Com menos oferta de comida nas matas, eles acabam invadindo chácaras, bairros e até regiões centrais das cidades, em busca de sobrevivência.

Alimentação e comportamento

Os tamanduás que ocorrem na região, principalmente o tamanduá-mirim e o tamanduá-bandeira, se alimentam exclusivamente de formigas e cupins. De acordo com o ambientalista, cada animal pode consumir entre 20 mil e 35 mil insetos por dia, o que exige uma busca constante por alimento.

Apesar da aparência dócil, especialistas alertam que não se deve tentar se aproximar ou capturar esses animais. Eles não têm dentes, mas possuem garras fortes e afiadas, usadas exclusivamente para defesa quando se sentem ameaçados.

Riscos e orientações

Outro ponto de alerta é o risco de atropelamento. Os tamanduás estão entre os animais silvestres mais atropelados no Brasil, principalmente por terem visão e audição limitadas. Ao se deslocarem por vias urbanas ou rodovias, ficam ainda mais vulneráveis.

A orientação é clara: ao encontrar um animal silvestre, a população não deve tentar tocá-lo ou removê-lo. Em casos em que o animal esteja preso ou dentro de uma residência, o ideal é acionar o Corpo de Bombeiros, a Guarda Civil ou órgãos ambientais para realizar a contenção adequada e segura.

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