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Apenas 1% dos profissionais que testaram a vacina contra a Covid-19 contraíram a doença

Das 500 pessoas testadas, apenas seis foram diagnosticadas; infectados podem ter recebido placebo
vacina covid-19
Das 500 pessoas testadas, apenas seis foram diagnosticadas; infectados podem ter recebido placebo

Das 500 pessoas testadas, apenas seis foram diagnosticadas; infectados podem ter recebido placebo

Nesta reportagem especial, trazemos informações cruciais sobre os testes da vacina contra a Covid-19 em Ribeirão Preto. A repórter Michelle Souza conversou com o Dr. Eduardo Coelho, médico e coordenador da pesquisa, para detalhar o andamento e a possibilidade de a vacina chegar à população ainda este ano.

Andamento da Pesquisa e Previsões

O Dr. Coelho explicou que a previsão inicial do estudo era de um ano, considerando uma eficácia de 50%. No entanto, dados preliminares sugerem uma eficácia superior, o que pode antecipar a conclusão do estudo. A incidência de coronavírus entre os participantes (profissionais de saúde) é menor que o esperado (1% contra 2,5% a 5%), o que pode ser devido à eficácia da vacina ou aos cuidados adicionais tomados pelos participantes. Com aproximadamente 5.900 participantes, a expectativa é que uma análise inicial seja possível em outubro. Porém, é importante ressaltar que essa análise não garante a liberação imediata da vacina; é apenas uma etapa do processo. A análise final dependerá de um número maior de casos, e a liberação da vacina dependerá da aprovação da Anvisa.

Reações e Próximos Passos

As reações adversas relatadas pelos 500 voluntários foram leves, semelhantes às da vacina da gripe comum: dor no corpo, mal-estar e dor de cabeça. A equipe de pesquisa continua recrutando profissionais de saúde que atendem pacientes com Covid-19 até 17 de outubro. Interessados podem se inscrever pelo site do Hospital das Clínicas ou pelo telefone (3602-2883).

Comparação com Outras Vacinas e Perspectivas

O Dr. Coelho comparou a vacina Sinovac, em teste em Ribeirão Preto, com outras vacinas em desenvolvimento, como a Oxford. Ele destacou que a vacina Sinovac é tecnicamente mais simples, com um perfil de segurança já conhecido, enquanto outras vacinas, como a de Oxford e as de RNA mensageiro, são mais novas e requerem estudos mais extensos para comprovação de segurança. Embora não seja possível garantir uma data precisa, a possibilidade de a vacina estar disponível em dezembro é considerada, dependendo da velocidade do processo de análise e aprovação pela Anvisa. A compra antecipada de doses pelo governo de São Paulo indica otimismo em relação ao cronograma.

A pesquisa em Ribeirão Preto demonstra avanços significativos no desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19. A combinação de resultados positivos e a colaboração entre pesquisadores e profissionais de saúde alimentam a esperança de uma solução eficaz e segura em breve, sem, contudo, criar expectativas irreais quanto a prazos.

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