Quem fala sobre este estudo e analisa esse ‘descompasso’ do mercado é Dimas Facioli na coluna ‘CBN Emprego e Oportunidades’
O mercado de trabalho brasileiro enfrenta um descompasso entre a qualificação dos candidatos e as necessidades das empresas. Uma pesquisa recente da Geofuse mostra que apenas 10% dos profissionais formados nos cursos mais populares do país conseguem uma vaga formal compatível com sua capacitação.
Desconexão entre Formação e Mercado
Apesar do recorde de estudantes no ensino superior (9,4 milhões em 2022, segundo o Inep), a taxa de empregabilidade em áreas como pedagogia, direito, administração e enfermagem é baixa (entre 1,3% e 15,5%). Isso indica um descompasso entre a oferta de cursos e a demanda do mercado. Muitos recém-formados atuam em áreas diferentes da sua formação, enquanto empresas enfrentam dificuldades para encontrar profissionais qualificados em áreas como ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM).
A Importância da Escolha Profissional e o Papel do Governo
A escolha profissional precisa levar em conta as tendências do mercado. Cursos em áreas STEM têm maior potencial de empregabilidade e salários mais altos. O governo tem um papel crucial na orientação dos estudantes e no direcionamento de investimentos para a formação em áreas estratégicas. O Banco Mundial estima que, com uma estratégia eficaz de aproveitamento de talentos, o PIB brasileiro poderia ser 158% maior.
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Perspectivas e Adaptação
A longo prazo, a falta de investimento em educação e formação especializada pode levar à estagnação econômica. Profissionais devem estar atentos às tendências do mercado e buscar aperfeiçoamento contínuo, inclusive comunicando seus interesses e necessidades de desenvolvimento aos seus gestores. A adaptação constante e a comunicação aberta são fundamentais para o sucesso profissional em um mercado em constante mudança.