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Apenas um terço das cidades tem planos para tratamento de água e esgoto

Ribeirão Preto deixa a desejar quando o assunto é depósito de resíduos sólidos
tratamento de água e esgoto
Ribeirão Preto deixa a desejar quando o assunto é depósito de resíduos sólidos

Ribeirão Preto deixa a desejar quando o assunto é depósito de resíduos sólidos

Segundo dados da Secretaria Nacional de Saneamento Básico, apenas 30% das cidades brasileiras (1.692 de 5.570) possuem tratamento de esgoto. Outros 37,5% têm planos em andamento, enquanto 2% apresentaram inconsistências nos dados, impossibilitando a avaliação dos investimentos.

Déficit em Saneamento Básico

A Lei 11.445/2007 (Lei do Saneamento Básico) prevê a universalização dos serviços de água e esgoto, com a elaboração de planos municipais como pilar fundamental. No entanto, o ambientalista Manuel Tavares, presidente da Associação Pau Brasil, destaca a necessidade de melhorias na destinação do esgoto antes mesmo do tratamento, devido à precariedade das tubulações em muitas cidades. Ele aponta a perda de quase metade da água captada por problemas na rede de distribuição, agravado pela proximidade das tubulações de água e esgoto em áreas centrais, resultando em contaminação cruzada.

Investimentos Insuficientes e Destinação do Lixo

Apesar de Ribeirão Preto ocupar uma boa posição no ranking nacional de tratamento de esgoto (13º lugar, segundo o Instituto Trata Brasil), a situação piora quando se trata da destinação do lixo doméstico. A baixa taxa de reciclagem (menos de 5%) e o descarte irregular na periferia das cidades refletem a falta de investimento e planejamento adequado. Os prazos para as prefeituras elaborarem planos de destinação foram prorrogados para 31 de dezembro, sendo a apresentação desse plano condição para acesso a recursos federais a partir de 2018.

Soluções Sustentáveis

Pensando em reduzir os impactos ambientais, um seminário debateu a produção de combustível a partir de resíduos. Plínio Gonçalves Oliveira, gerente regional de operações e coprocessamento da Estre, explicou que essa tecnologia, já amplamente utilizada na Europa, é uma solução sustentável que começa a ganhar espaço no Brasil. O seminário, que analisou os 10 anos da lei de saneamento básico, ocorreu no Anfiteatro da USP (Av. Bandeirantes, 3900) e contou com palestras até às 17h30.

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