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Apeoesp critica fechamento de salas de aula das escolas estaduais de Ribeirão Preto

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo
fechamento salas de aula
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O fechamento de 106 salas de aula em escolas estaduais de Ribeirão Preto para o ano letivo de 2015 foi confirmado pela Aposp, entidade representativa dos professores da rede estadual. A medida, justificada pela readequação do calendário escolar e a absorção das turmas do 9º ano da rede municipal, levanta preocupações sobre o futuro de muitos docentes.

Impacto nos Professores

Roberto Fernandes Tofol, conselheiro regional da Aposp, expressa a incerteza enfrentada pelos professores, que iniciam o ano letivo sem saber onde irão trabalhar. A situação pode levar à disponibilidade de 80 a 100 professores efetivos, os chamados ‘adidos’, que ficam à disposição do governo estadual para serem remanejados para outras escolas na região. Tofol critica a possibilidade de um professor de Ribeirão Preto ser alocado em São Simão para completar sua carga horária, questionando a valorização dos profissionais da educação.

Críticas à Gestão e Propostas da Aposp

O conselheiro da Aposp critica a diretoria de ensino, a prefeitura e o governo estadual pela falta de planejamento que culminou no fechamento das salas. Segundo ele, a diretoria já tinha conhecimento da situação, resultante da ausência de abertura de novas turmas do 6º ao 9º ano pela prefeitura nos últimos quatro anos. Em resposta, o sindicato dos professores da rede estadual planeja uma manifestação em frente à diretoria de ensino de Ribeirão Preto. A Aposp propõe a diminuição do número de alunos por sala de aula como alternativa para manter os professores em atividade, sugerindo a redução do limite de 40 a 35 alunos para 30 ou 25, visando melhorar a qualidade do ensino e diminuir a violência.

Posicionamento da Secretaria de Educação e do Estado

Débora Vendramini, secretária de educação de Ribeirão Preto, afirma que a diminuição das salas de aula no estado é necessária para reorganizar o calendário das escolas municipais. Ela ressalta que o ensino fundamental e a educação infantil são de competência do município, enquanto o ensino médio é de responsabilidade do estado. Vendramini minimiza as dificuldades, afirmando que a reorganização da rede municipal é compartilhada com o estado e que a implantação do 9º ano em 2015 foi planejada e discutida com os técnicos das secretarias estadual e municipal de educação. A secretaria estadual de educação, em nota, assegura que as escolas estaduais da cidade atendem toda a demanda para a educação básica, principalmente no ensino médio, e que o planejamento para a formação das classes é feito anualmente com base na demanda.

A situação demanda atenção e diálogo entre os diferentes níveis de governo e a comunidade escolar para garantir a qualidade do ensino e a valorização dos profissionais da educação.

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