Segundo o pesquisador Vitor Engracia Valenti, a P1 foi a responsável por colapsar o sistema de saúde na DRS de Ribeirão
A região de Ribeirão Preto (DRS-13) ultrapassou a marca de 100 mil casos de COVID-19. Em entrevista, o professor e pesquisador da Unesp, Vítor Ingrácia, analisou um mapeamento realizado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo e pelo Instituto Adolfo Lutz, que detalha as variantes predominantes em cada região do estado.
Variante predominante em Ribeirão Preto
Segundo o professor Ingrácia, a variante Gama (P1) ainda predomina na região de Ribeirão Preto. Apesar de ser uma variante de preocupação, estudos demonstram que as vacinas têm sido eficazes em controlar sua disseminação, reduzindo casos, internações e óbitos. Entretanto, o monitoramento contínuo é crucial para detectar o surgimento de novas variantes que possam superar a Gama.
Situação em outras regiões
Em Franca (DRS-8), a taxa de contágio permanece alta, sendo uma das maiores do estado de São Paulo. A variante Delta ainda não foi detectada na região, mas sua possível presença poderia estar dificultando a redução da taxa de contágio. Em Araraquara (DRS-3), a taxa de contágio está em 0,86, indicando uma redução nos casos, porém, um crescimento recente exige atenção, principalmente considerando a liberação de eventos com aglomerações prevista para setembro pelo governo estadual.
Eventos e medidas de prevenção
O governo de São Paulo anunciou a liberação de eventos sociais, museus e feiras corporativas a partir de 17 de atrássto, desde que haja controle de público e protocolos de segurança. Shows, eventos com público em pé e boates permanecem proibidos até 1º de novembro. O professor Ingrácia destaca a importância do monitoramento dos níveis de CO2 em ambientes fechados como medida para controlar a ventilação e o número de pessoas, reduzindo riscos de transmissão. Ele também enfatiza a necessidade da população completar o esquema vacinal, especialmente a segunda dose, para evitar um novo aumento de casos. A proteção oferecida pela segunda dose é significativamente maior do que a da primeira, principalmente contra variantes como a Delta. A vacinação da gestante e lactante é recomendada, exceto pela Astrazeneca, e garante a imunização também do bebê. O professor finaliza alertando sobre a dinâmica de mutações do vírus e a importância da vacinação e medidas preventivas para enfrentar novas ondas da pandemia.



