Quem explica o levantamento e fala dos índices de Ribeirão Preto é a engenheira e presidente do ITB, Luana Pretto
Quase metade da água distribuída em Ribeirão Preto não chega aos consumidores, representando uma perda de aproximadamente 43%. Este dado, levantado pela especialista Luana Preto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil, acende um alerta sobre a necessidade de investimentos em saneamento básico na cidade.
Investimentos em Saneamento: O que Ribeirão Preto precisa?
Atualmente, Ribeirão Preto investe cerca de R$ 27 por habitante anualmente em saneamento básico. Embora a cidade possua 99% de acesso à água e esgoto tratado, esse valor é inferior à média nacional (R$ 111) e ao ideal para atingir a meta de redução de perdas de água para 25% até 2034 (R$ 231 por habitante). Luana destaca a necessidade de um plano estruturado com investimentos constantes para alcançar essa meta, considerando os dez anos restantes.
Causas e Soluções para as Perdas de Água
As perdas de água em Ribeirão Preto são divididas em perdas físicas (vazamentos visíveis e invisíveis) e perdas comerciais (furtos, erros de medição). Para reduzir essas perdas, a especialista aponta a importância de um mapeamento das tubulações, monitoramento por meio de sensores de vazão e pressão, substituição de redes antigas e investimentos contínuos em tecnologia. Ações consistentes e um plano de longo prazo são cruciais para o sucesso dessa empreitada.
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Impactos e Ações Necessárias
A perda significativa de água em Ribeirão Preto impacta o meio ambiente e a economia, gerando custos adicionais com tratamento e desperdício de recursos. A especialista enfatiza a importância de cobrar dos candidatos em eleições municipais planos de ação para solucionar o problema, incluindo a atuação de uma agência reguladora forte. A dimensão da perda é significativa: no Brasil, a perda média de água tratada equivale a 7.600 piscinas olímpicas por dia, o suficiente para abastecer 54 milhões de pessoas. Ribeirão Preto, com sua perda ainda maior, precisa de ações urgentes e eficazes para reduzir esse desperdício e melhorar a eficiência do sistema de distribuição de água.



