Quais os riscos da doença às crianças? Quem pode tomar a vacina? Ivan Savioli Ferraz explica na coluna ‘Filhos e Cia’
Apesar do tempo seco, a dengue continua a preocupar Ribeirão Preto e região. Com a liberação de uma nova vacina contra a doença na rede privada, muitas dúvidas surgem sobre sua aplicação e os riscos para crianças.
Nova Vacina contra Dengue: Quem Pode Tomar?
A pediatra Ivã Violi Ferraz esclarece que a nova vacina é indicada para pessoas entre 4 e 60 anos. Sua eficácia é de aproximadamente 80% na prevenção da infecção pelos quatro sorotipos do vírus, com mais de 90% de eficácia na prevenção de casos graves e hospitalizações. Ao contrário da vacina anterior, disponível apenas para quem já teve dengue, esta pode ser aplicada em pessoas que nunca tiveram a doença. Além disso, a nova vacina requer apenas duas doses, em comparação com as três doses da vacina anterior.
Prevenção em Crianças: Repelentes e Controle de Criadouros
A médica destaca a importância do controle dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue. Ela enfatiza que o uso de repelentes é permitido apenas para crianças acima de seis meses. A maioria dos criadouros (mais de dois terços) está localizada dentro das residências, tornando a conscientização individual crucial para o controle da doença. Campanhas públicas são importantes, mas a responsabilidade individual na inspeção e limpeza de quintais é fundamental.
Leia também
Dengue em Crianças: Sintomas e Tratamento
Em crianças menores de dois anos, a dengue pode se manifestar como uma virose comum, muitas vezes passando despercebida. Sintomas como febre, falta de apetite e indisposição são comuns, mas sintomas respiratórios como coriza e tosse são raros. Manchas vermelhas podem ser um indicativo da doença. Crianças acima de dois anos costumam apresentar sintomas semelhantes aos de adultos. O tratamento, tanto em crianças quanto em adultos, consiste em hidratação, controle da febre com paracetamol ou dipirona, e evitar anti-inflamatórios não hormonais como o ácido acetilsalicílico.
Em suma, a prevenção e o controle da dengue exigem uma ação conjunta, combinando a vacinação (quando indicada), o uso de repelentes (em crianças acima de seis meses), e principalmente, a conscientização e a participação ativa de cada indivíduo no combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vigilância e a busca por cuidados médicos adequados são essenciais para garantir a saúde, principalmente das crianças.