O zootecnista Gustavo Alan Siniscalchi realizou o B.O na Defesa Agropecuária em Jaboticabal, mas até o momento nada foi feito
A região enfrenta um grave problema com a mortandade de abelhas, causando prejuízos significativos a apicultores e danos ao meio ambiente. Em Jardinópolis, um apicultor perdeu mais de 50 mil abelhas, e em Jaboticabal, outro teve prejuízos ainda maiores, com a perda de mais de 100 mil insetos em apenas uma colmeia.
Mortandade por Agrotóxicos
Os apicultores relatam que as mortes ocorreram após a pulverização de agrotóxicos em plantações próximas aos apiários. As abelhas, ao buscarem recursos como água e pólen, entram em contato com os produtos químicos, contaminando-se e morrendo. A contaminação afeta não apenas as abelhas que estão no campo, mas também toda a colônia, inclusive as abelhas que não tiveram contato direto com o agrotóxico.
Prejuízos Econômicos e Ambientais
Os prejuízos são consideráveis. Em Jaboticabal, o apicultor Gustavo Alonso Iniscalchi estima o prejuízo em mais de R$ 15 mil, considerando apenas as colmeias criadas. Além disso, há o impacto ambiental, com a redução da polinização de plantas nativas e cultivadas, afetando a produção de alimentos e o equilíbrio do ecossistema. A falta de polinização impacta diretamente na produção de alimentos, comprometendo a disponibilidade de frutas, verduras e outros produtos que dependem da ação das abelhas.
Investigação e Prevenção
Boletins de ocorrência foram registrados na Polícia Civil e na Defesa Agropecuária, mas até o momento não houve retorno das autoridades. Especialistas alertam para a necessidade de investigações mais aprofundadas para identificar os produtos utilizados na pulverização e a relação direta com a mortandade das abelhas. A disponibilização dessas informações é crucial para a prevenção de novos casos e a proteção das abelhas, essenciais para o meio ambiente e a produção de alimentos. A prevenção passa pela conscientização sobre o uso de agrotóxicos e pela adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis.



