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Apoio de pessoas próximas é ação importante para manter a saúde mental em dia

Apoio de pessoas próximas é ação importante para manter a saúde mental em dia
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Apoio de pessoas próximas é ação importante para manter a saúde mental em dia

Apoio de pessoas próximas é ação importante para manter a saúde mental em dia

O mês de setembro é dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio, e a psicóloga Daniela Zeote aborda o tema sob uma perspectiva diferente: a importância da escuta e do apoio social. Em vez de apenas alertar sobre os riscos, ela nos convida a refletir sobre como a sociedade pode proteger aqueles que precisam.

A Importância de Falar Abertamente sobre o Suicídio

Daniela Zeote enfatiza a necessidade de falar abertamente sobre o suicídio para que a prevenção seja eficaz. Comparando com outras campanhas de saúde, ela argumenta que não se pode prevenir algo sem nomeá-lo. Culpar a mídia ou outras formas de entretenimento pela indução de casos de suicídio é como culpar o termômetro pela febre; o foco deve estar em identificar e tratar as causas subjacentes.

O Poder da Escuta Genuína

A psicóloga destaca que a ajuda mais valiosa que podemos oferecer a alguém que não está bem é a escuta. Não é preciso ter a resposta mágica ou a solução perfeita; basta permitir que a pessoa compartilhe seus sentimentos e dores. Muitas vezes, a dor psíquica não tem uma solução imediata e concreta, mas sim um caminho a ser percorrido com apoio profissional e, em alguns casos, medicação. Interromper a pessoa ou oferecer soluções rápidas pode fazer com que ela se sinta incompreendida.

Valorize a Expressão da Vontade de Acabar com a Vida

Daniela Zeote alerta para a importância de valorizar quando alguém expressa o desejo de acabar com a própria vida. Contrariando a crença de que isso é apenas para chamar a atenção, ela explica que tal comportamento já indica um sofrimento profundo. Estudos mostram que uma porcentagem significativa das pessoas que tentam suicídio conseguem consumá-lo em até sete anos se não houver intervenção adequada. O suicídio não é sobre querer acabar com a vida, mas sim com a dor, e é nessa ambivalência que a prevenção se torna crucial.

Até 99,8% dos casos de suicídio estão associados a algum transtorno mental, muitas vezes não diagnosticado ou não tratado adequadamente. Todos nós podemos ser agentes de saúde mental, oferecendo apoio e escuta a quem precisa, contribuindo para salvar vidas.

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