Companhias ainda veem o reflexo do período mais agudo da pandemia de Covid-19, momento em que as viagens não aconteciam
O acidente aéreo em Vinhedo reacendeu o debate sobre a situação financeira das companhias aéreas brasileiras, ainda em recuperação da pandemia de Covid-19.
Impacto de tragédias na aviação
Acidentes aéreos, como o de Vinhedo e o atentado de 11 de setembro de 2001, geram medo de voar e impactam fortemente o setor. Após o atentado, houve queda drástica no número de passageiros, causando prejuízos bilionários às empresas aéreas globalmente. Companhias aéreas levaram cerca de cinco anos para se recuperar dos prejuízos causados pelo atentado de 11 de setembro.
A situação atual das empresas aéreas brasileiras
A crise financeira no setor aéreo brasileiro é agravada por altos custos, especialmente devido à dependência do dólar (60% das operações) e à pandemia. Companhias como a Gol já solicitaram recuperação judicial, demonstrando a fragilidade do setor. O governo Lula estuda um plano de socorro com um fundo de até 6 bilhões de reais, além de isenções de tarifas e redução no preço do querosene de aviação.
Leia também
A importância do setor aéreo para a economia
O transporte aéreo é fundamental para o desenvolvimento econômico do Brasil, afetando diretamente importação, exportação e diversas cadeias produtivas. A paralisação do setor teria consequências graves para a economia. A Embraer, importante empresa brasileira do setor aeronáutico, também é afetada pela instabilidade do mercado. A recuperação completa do setor, como visto após o 11 de setembro, pode levar anos.
A recuperação do setor aéreo brasileiro requer medidas de curto e longo prazo, incluindo auxílio governamental e a busca por soluções para a sustentabilidade financeira das empresas. O futuro do setor dependerá da capacidade de adaptação e da implementação de políticas eficazes.