Presença do vírus nos animais foi detectada pelo Laboratório de Virologia da USP, mas amostras ainda serão avaliadas em SP
Na cidade de Ribeirão Preto, Após morte de macacos por febre, a prefeitura anunciou ações para prevenir casos de febre amarela após a morte de quatro macacos na área dos Campos da USP. A principal medida adotada é a realização de bloqueio vacinal na região, com foco em pessoas que ainda não receberam a vacina e em crianças que estão com a vacinação incompleta.
Vacinação e busca ativa: Segundo o secretário de saúde do município, cerca de 4 mil crianças estão com a vacinação contra febre amarela pendente. Agentes da Secretaria de Saúde realizam visitas domiciliares para identificar e vacinar essas crianças. A vacina é aplicada conforme o calendário vacinal: primeira dose aos nove meses e reforço aos quatro anos. Indivíduos acima de cinco anos que receberam uma dose desde 2017 estão considerados imunizados.
Distribuição das doses: As doses de vacina foram obtidas por meio de articulação da prefeitura com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) do governo do estado de São Paulo, que controla o estoque estadual. As vacinas vieram das cidades de São Paulo e Campinas.
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Esclarecimentos sobre a febre amarela e os macacos
O secretário de saúde reforçou que os macacos não transmitem a febre amarela diretamente aos humanos e que não se deve realizar controle populacional desses animais. Eles funcionam como sentinelas para indicar a presença do vírus na região.
Orientações à população: Não há contraindicações para a vacinação contra febre amarela, que está disponível para todas as faixas etárias, inclusive idosos. A prefeitura orienta que não há necessidade de correria aos postos de saúde, pois a vacina estará disponível para quem precisa, sem campanha de vacinação em massa.
Informações adicionais
O último caso de febre amarela urbana no Brasil ocorreu em 1942. Atualmente, os casos registrados são silvestres, transmitidos por mosquitos que habitam áreas de mata e que infectam principalmente primatas. A ação de bloqueio vacinal na região da USP visa evitar a ocorrência de novos casos urbanos da doença.



