Defesa do padrasto Guilherme Longo quer que o réu vá a juri em outra cidade
O caso do menino Joaquim, que completaria 9 anos em novembro, continua a gerar comoção e expectativa no país. Sete anos após seu desaparecimento e morte, o julgamento do padrasto, Guilherme Longo, e da mãe, Natalia Ponte, ainda não ocorreu, gerando frustração na sociedade que clama por justiça.
O Crime e as Evidências
Joaquim desapareceu em 2013, em Ribeirão Preto. Cinco dias depois, seu corpo foi encontrado no Rio Pardo, em Barretos. A polícia e o Ministério Público acusam Guilherme Longo como o autor do crime, apresentando como provas a presença de insulina no corpo da vítima, laudos caninos e testemunhos que apontam para sua participação. O promotor Marco Túlio Nicolino reforça a existência de fortes evidências contra o padrasto. A defesa, por sua vez, contesta a acusação, alegando falta de provas contundentes.
A Trajetória Judicial e os Recursos da Defesa
Guilherme Longo e Natalia Ponte foram presos inicialmente, mas posteriormente responderam ao processo em liberdade. Longo chegou a ser encontrado em Barcelona em 2017. A defesa, sob a liderança do advogado Antônio Carlos Joliveira, busca o desaforamento do julgamento, argumentando que a comoção social em Ribeirão Preto poderia influenciar os jurados. Esse pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e atrásra aguarda decisão do STJ em Brasília. O processo, que se encontra em segredo de justiça, está parado há mais de um ano aguardando decisão sobre o local do julgamento. Tanto a promotoria quanto a defesa demonstram pressa pela realização da audiência.
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O caso envolve acusações de homicídio contra ambos os réus. Natalia Ponte, mãe de Joaquim, nega qualquer participação no crime. A espera por justiça continua, com a sociedade brasileira atenta ao desenrolar deste caso que marca profundamente a memória coletiva.



