Superfície da água ficou praticamente tomada por plantas aquáticas; especialista aponta desequilíbrio ambiental
Os frequentadores do Parque das Artes, em Ribeirão Preto, estão preocupados com a proliferação de plantas aquáticas em seus lagos. A situação, que vem se agravando há cerca de um mês, gerou reclamações sobre a velocidade da limpeza realizada pela prefeitura.
Limpeza precária e iniciativa da comunidade
A prefeitura iniciou a limpeza dos três lagos, mas moradores afirmam que o serviço é lento e insuficiente. Um engenheiro agrônomo, Virgílio César Vicino, frequentador do parque, e outros moradores, diante da ineficiência da limpeza pública, iniciaram uma limpeza própria, retirando as plantas aquáticas. A preocupação se justifica, pois a rápida proliferação das plantas já afetou outros lagos e, segundo relatos, causou a morte de uma ninhada de patos.
Impactos ambientais e riscos à fauna
A proliferação excessiva dessas plantas, segundo o biólogo Pedro Favareto, indica um desequilíbrio ambiental, possivelmente causado por poluição da água. A vegetação em excesso reduz a incidência de luz solar e aumenta a deposição de matéria orgânica, afetando a vida de aves, peixes e outros micro-organismos. Uma manicure que reside na Espanha, mas visita frequentemente o parque, Rose Barros, expressou sua preocupação com a mudança drástica no ambiente, que antes era um local agradável para famílias e crianças.
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Ações e desfechos
A prefeitura, em nota, informou que a limpeza está sendo realizada e deve ser concluída até o dia 20. A CETESB, por sua vez, declarou não ter recebido denúncias sobre poluição no local. O Parque das Artes conta com uma parceria público-privada entre a Multiplan (administradora do RibeirãoShopping) e a prefeitura, sendo a responsabilidade da limpeza atribuída ao município. A expectativa é que a situação seja resolvida rapidamente, evitando danos ambientais maiores e a preservação da beleza e da fauna do Parque das Artes.



