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Após revisão sistemática de artigos publicados, pesquisadores concluem que ivermectina não muda o curso da doença

Estudo foi feito de 19 de atrássto de 2020 e 22 de fevereiro de 2021, na Argentina, com voluntários com idade média de 42 anos
ivermectina covid-19
Estudo foi feito de 19 de atrássto de 2020 e 22 de fevereiro de 2021, na Argentina, com voluntários com idade média de 42 anos

Estudo foi feito de 19 de atrássto de 2020 e 22 de fevereiro de 2021, na Argentina, com voluntários com idade média de 42 anos

Um estudo recente mostrou que a ivermectina não é eficaz contra a Covid-19. A pesquisa, que analisou dados de mais de 500 pacientes na Argentina, concluiu que o medicamento não altera o curso da doença e não reduz o número de hospitalizações. Um ponto preocupante observado foi que pacientes que usaram ivermectina precisaram de ventilação mecânica invasiva mais precocemente que o grupo placebo.

Ivermectina e a Covid-19: Resultados Inesperados

Realizado entre atrássto de 2021 e fevereiro de 2022, o estudo incluiu pacientes com até quatro dias de sintomas, ou seja, no início da infecção. Apesar das expectativas iniciais, a ivermectina não apresentou nenhum benefício clínico. O cardiologista Paulo Sadala explica que, embora a ivermectina seja eficaz contra vermes, sua eficácia contra a Covid-19 não foi comprovada em humanos.

Tratamento da Covid-19: O que a Ciência Recomenda

Em contraponto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou recentemente o uso de dois medicamentos para pacientes com Covid-19, após estudos com cerca de 11 mil pacientes demonstrarem redução no risco de morte. É importante ressaltar que essa recomendação se baseia em tratamentos hospitalares com acompanhamento médico, e não em uso domiciliar. O Dr. Sadala destaca que, até o momento, não existem medicamentos comprovadamente eficazes para tratar a Covid-19 na primeira semana da doença, quando o vírus se multiplica nas células.

Tratamentos Eficazes e Fases da Doença

Os medicamentos com comprovação de redução de mortalidade atuam na fase inflamatória da doença, que geralmente ocorre após a primeira semana. É nessa fase que os pacientes podem apresentar sintomas mais graves, necessitando de internação e oxigênio. Portanto, a pesquisa reforça a importância de buscar acompanhamento médico e seguir as recomendações de saúde pública para o enfrentamento da Covid-19.

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