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Após tarifaço do Trump, Brasil aumenta volume de café exportado para a China

Após tarifaço do Trump, Brasil aumenta volume de café exportado para a China
café exportado China
Após tarifaço do Trump, Brasil aumenta volume de café exportado para a China

Após tarifaço do Trump, Brasil aumenta volume de café exportado para a China

Nos últimos quatro anos, o Brasil tem observado um crescimento promissor nas exportações de café para a China. Apesar desse aumento, o consumo chinês ainda é relativamente baixo e, segundo especialistas, não será suficiente para compensar a possível redução nas compras por parte dos Estados Unidos, especialmente devido às tarifas impostas.

Impacto das Tarifas Americanas no Setor Cafeeiro

O café não foi incluído na lista de produtos isentos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, gerando preocupação no setor. William Cesar Freireia, gerente de operações de uma propriedade em Franca que exporta para diversos países, expressa essa apreensão: “Para nós, hoje representa uma perda do maior mercado de café. Porém, como o Brasil e Franca também não estão em uma super safra, acredito que a safra brasileira tem total capacidade de ser alocada em outros destinos.” Essa busca por novos mercados, como Alemanha, Itália e Japão, torna-se crucial para o setor.

A China como Mercado em Expansão

A China tem se destacado como um mercado em crescimento para o café brasileiro. Atualmente, é o sexto maior comprador, e o governo chinês autorizou 183 novas empresas a importarem o produto. Essa flexibilização, que exige um cadastro junto ao Ministério da Agricultura chinês, visa atender ao crescente consumo interno. Anteriormente, a China impunha restrições a muitos exportadores, mas o aumento do consumo tem levado a uma abertura gradual.

Desafios e Perspectivas do Consumo Chinês

Em junho, o Brasil exportou 440 mil sacas de café para os Estados Unidos, um volume quase oito vezes maior que as 56 mil sacas destinadas à China. Apesar do crescimento, as vendas para a China resultaram em um valor significativamente menor em comparação com os Estados Unidos. Luiz Buena de Camargo Jr., empresário da região de Franca, ressalta que, mesmo em expansão, a relação comercial com a China não deve alterar drasticamente o nível das vendas devido ao baixo consumo per capita de café no país. “A China hoje mais ou menos consome 76 gramas per capita por ano, enquanto no Brasil a gente consome 5 quilos por ano”, compara. No entanto, ele observa que a geração de millennials chineses está começando a consumir mais café, impulsionada por uma mudança de hábitos em relação ao tradicional consumo de chá.

O setor cafeeiro brasileiro busca alternativas para mitigar os impactos das tarifas americanas, e o mercado chinês surge como uma oportunidade, ainda que seu potencial de absorção imediata não seja suficiente para compensar as possíveis perdas nos Estados Unidos.

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