Setor de hortifrúti foi o que mais influenciou os números; só a cebola teve um reajuste de 10%
Após três meses de queda, a inflação voltou a ser registrada no Brasil em outubro. De acordo com a prévia do IPCA, divulgada pelo IBGE na quinta-feira, o custo de vida subiu 0,59% no mês.
Alimentos puxam alta de preços
Os alimentos foram os principais responsáveis pelo aumento da inflação. A cebola, por exemplo, teve um aumento de 10%, enquanto a batata registrou alta de 23%, chegando a R$ 6,00 o quilo. O tomate também impactou, com elevação de 17%. As frutas também contribuíram significativamente para o índice.
Combustíveis e intervenções governamentais
Embora os três meses anteriores tenham registrado deflação, principalmente devido à queda nos preços dos combustíveis por conta de incentivos governamentais (redução de ICMS e intervenções da Petrobras), esse reflexo positivo não foi sentido com a mesma intensidade nos supermercados. O economista Nangebayle explicou que a inflação é composta por diversos fatores, e a intervenção nos preços dos combustíveis não impactou significativamente os demais itens de consumo diário.
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Perspectivas para os próximos meses
A expectativa é que a situação não melhore nos próximos meses, com alguns produtos devendo apresentar aumento de preços, especialmente no fim do ano. Os bloqueios em rodovias também contribuíram para a alta de preços, e o período natalino costuma elevar os custos de alguns itens, como carnes e hortifrutigranjeiros. Essa combinação de fatores pode levar a inflação a patamares ainda mais altos, acima do teto da meta do governo federal. O controle da inflação requer medidas como o aumento da taxa de juros (já implementado) e a estabilização do dólar, fatores que precisam ser monitorados nos próximos meses. A redução imediata dos preços é improvável, e os consumidores devem se preparar para um cenário de preços elevados.



