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Após veto a projeto sobre sossego, Prefeitura anuncia novo alinhado com interesses de comerciantes

Representantes do setor destacaram falta de diálogo na criação do primeiro texto que foi aprovado pela Câmara
Após veto a projeto sobre sossego
Representantes do setor destacaram falta de diálogo na criação do primeiro texto que foi aprovado pela Câmara

Representantes do setor destacaram falta de diálogo na criação do primeiro texto que foi aprovado pela Câmara

O prefeito de Ribeirão Preto, Após veto a projeto sobre sossego,, Ricardo Silva, vetou o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal que restringia o funcionamento de adegas e tabacarias, proibindo o consumo de bebidas alcoólicas nesses locais e limitando seus horários de funcionamento. A proposta original, aprovada em 16 de junho, determinava que esses estabelecimentos deveriam encerrar as atividades até as 22h em dias úteis e até as 18h aos domingos e feriados, com o objetivo de coibir aglomerações, uso de drogas e garantir a ordem pública.

Entidades representativas do comércio, Após veto a projeto sobre sossego,, como a Cincovarp e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), criticaram o projeto, alegando que ele feria o princípio da liberdade econômica e foi aprovado sem diálogo com os comerciantes, muitos deles pequenos empresários. Em nota conjunta, essas instituições classificaram a lei como inconstitucional e generalista, por restringir amplamente um segmento inteiro devido a irregularidades pontuais.

O prefeito anunciou que enviará à Câmara um novo projeto de lei, com foco em punir irregularidades sem prejudicar o funcionamento dos estabelecimentos regulares. O texto prevê sanções que vão desde advertências até multas de até R$ 10 mil e cassação do alvará de funcionamento para estabelecimentos fixos ou ambulantes que cometerem ilegalidades. A fiscalização será feita pela prefeitura com o apoio da Guarda Civil Metropolitana, Polícia Militar e Polícia Civil, e o novo projeto deve ser regulamentado por decreto em até 60 dias, dependendo da aprovação dos vereadores.

Reação do setor comercial: André Rezente, representante da Cincovarp, afirmou que o autor do projeto original, o vereador delegado Martinês, não dialogou com os proprietários de adegas e tabacarias antes da aprovação da lei. Segundo ele, o projeto foi baseado em escutas à população e dados da segurança pública, mas não incluiu a participação dos comerciantes, o que prejudicou a proposta inicial.

Luiz Felipe Matias da Silva, dono de uma adega na zona norte da cidade, declarou que o veto trouxe alívio para os comerciantes, que estavam apreensivos com as restrições impostas pela lei vetada.

Posicionamento político e análise: O cientista político Bruno Silva avaliou que o veto foi uma resposta à repercussão negativa da proposta original e destacou a importância do diálogo entre o Executivo, Legislativo e setores afetados. Ele ressaltou que já existem legislações municipais para coibir perturbações como pancadões e venda irregular de bebidas alcoólicas, e que o desafio está na fiscalização eficiente dessas normas.

Bruno Silva também apontou que a pressa na aprovação de projetos sem ampla discussão pode gerar desgaste político e que uma audiência pública poderia ter evitado o impasse. Ele destacou o papel das entidades representativas do comércio como atores importantes no debate político local.

Próximos passos: O novo projeto de lei enviado pelo Executivo aguarda análise e votação na Câmara Municipal. A prefeitura reforçou que a intenção é garantir a ordem pública e coibir práticas ilegais sem prejudicar os comerciantes regulares. A fiscalização será intensificada para combater irregularidades relacionadas a eventos clandestinos, consumo de álcool em vias públicas e perturbação da ordem, especialmente em bairros afetados por esses problemas.

Entenda melhor

O veto do projeto original e a elaboração de um novo texto refletem a tentativa de equilibrar a necessidade de manter a ordem pública com a preservação da liberdade econômica dos comerciantes locais. A participação das entidades representativas e o diálogo entre os poderes são considerados fundamentais para a construção de políticas públicas eficazes e legítimas.

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