Estelionatária se apresentou como funcionária de banco e disse que cartão de crédito da idosa havia sido clonado
Uma idosa de 73 anos foi vítima de um golpe do cartão clonado no último sábado. Uma mulher, se passando por funcionária do banco, ligou para a aposentada informando sobre um suposto clone de seu cartão de crédito em outra cidade e a necessidade de bloqueá-lo.
Como aconteceu o golpe
A golpista ofereceu duas opções para o bloqueio: ir pessoalmente a uma agência em Lima ou enviar uma autorização por escrito via mensageiro. A vítima, optando pela segunda opção, forneceu sua senha por telefone e entregou seu cartão e a autorização escrita a um suposto mensageiro. Somente 24 horas depois, ao receber uma ligação da central de relacionamento do Banco do Brasil, a idosa descobriu que mais de R$ 4 mil haviam sido gastos em seu cartão.
A negativa do banco e o direito à indenização
Ao procurar a agência bancária, a aposentada foi informada que não receberia o ressarcimento por ter fornecido informações confidenciais. No entanto, um advogado especialista em direito do consumidor explicou que o banco tem a obrigação de indenizar a vítima. Segundo ele, o banco precisa provar que a culpa pela fraude é exclusiva do consumidor e que este não tomou as devidas precauções. O banco, em sua responsabilidade objetiva, deveria ter mecanismos para barrar compras atípicas, como as realizadas no caso da idosa.
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Golpe frequente
Estima-se que cerca de 20 pessoas são vítimas desse tipo de golpe diariamente. A recomendação é de atenção redobrada, principalmente com idosos, para evitar novas vítimas desse crime.



