Sistema público de saúde está próximo de um colapso; idoso, de 73 anos, aguarda, há oito dias, uma vaga de internação
Ribeirão Preto enfrenta colapso no sistema de saúde com pacientes aguardando leitos de UTI
Idoso aguardando há oito dias e óbito de aposentada
A situação da saúde em Ribeirão Preto é crítica. Um idoso vítima da Covid-19 aguarda há oito dias por um leito de UTI. Infelizmente, uma aposentada de 58 anos, internada desde 12 de maio com sintomas graves de coronavírus, faleceu ontem enquanto aguardava uma vaga. Seu sobrinho, Saulo Moreira Filho, relatou a dificuldade em conseguir um leito e a frustração de não poder levar a tia para o hospital de sua escolha. Ele fez um apelo à população para que se cuidem e evitem aglomerações.
Ocupação hospitalar em números alarmantes
Os dados são alarmantes. Na rede pública, há apenas sete leitos de UTI disponíveis, com uma taxa de ocupação de 95% (150 de 157 leitos ocupados). Nas enfermarias, a ocupação é de 82% (166 de 201 leitos ocupados). Na rede particular, a situação é igualmente preocupante, com 88% de ocupação nas UTIs (114 de 129 leitos ocupados) e 86% nas enfermarias (126 de 146 leitos ocupados).
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Pacientes em estado grave aguardam por vagas
Outro caso grave é o de Rui Gabriel da Silva, de 73 anos, também vítima da Covid-19. Internado e entubado, ele necessita de diálise devido a disfunção renal e encontra-se em estado grave. Sua filha, Maia Aparecida Gabriel, desesperada, busca uma vaga de UTI. A Secretaria Municipal da Saúde informou que o paciente é o terceiro na lista de priorização e será transferido assim que houver leitos disponíveis. A plataforma leitoscovid.org aponta que o Polo Covid Central está com 100% dos leitos de UTI ocupados. A taxa de ocupação de leitos de alta complexidade ultrapassa 90%, com mais de 290 pacientes em 316 leitos disponíveis. Nas enfermarias, a taxa de ocupação também ultrapassa 80%, com 319 pacientes internados.
A situação exige medidas urgentes para conter o avanço da doença e garantir o atendimento adequado à população. A alta taxa de ocupação hospitalar demonstra a necessidade de reforçar as medidas de prevenção e o apelo à responsabilidade individual é fundamental para reduzir a pressão sobre o sistema de saúde.



