Ministério Público abriu inquérito para investigar os motivos que levaram essa situação; administração diz não ter recursos
A Prefeitura de Taquaritinga enfrenta uma crise com o atraso no pagamento de salários de seus aposentados, um problema que já dura anos e resultou em ações do Ministério Público.
Histórico de atrasos e impactos nos aposentados
O problema teve início em 2017, com o primeiro inquérito civil aberto para apurar os atrasos. Dila Pracau, vice-presidente do sindicato, relata que a situação se agravou nos últimos meses, com atrasos significativos nos repasses. Em julho, por exemplo, o pagamento, previsto para o 5º dia útil, só ocorreu no dia 19. Aposentados como dona Goret, ex-diretora de escola, que contribuíram durante anos, sentem-se inseguros e prejudicados pelos atrasos, relatando dificuldades financeiras e angústia diante da situação. Mais de 800 pensionistas são afetados, cerca de 200 recebendo apenas um salário mínimo.
Ação do Ministério Público e a posição da Prefeitura
O Ministério Público, por meio da promotora Patrícia Gasparini, investiga os motivos dos atrasos e abriu uma ação civil pública, pedindo inclusive a improbidade administrativa do prefeito. A promotora alega que o prefeito, como gestor público, é o responsável pelos repasses, previstos em lei. A ação busca responsabilizá-lo pelos danos causados e prevê consequências como perda da função pública, proibição de contratar com o poder público e multas. A prefeitura, por sua vez, alega falta de recursos financeiros, citando gastos com obras, shows e horas extras como fatores que contribuem para a situação.
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A busca por soluções e o futuro incerto
O prefeito Van der Leyen José Márcio afirma estar realizando repasses, mas argumenta que o Instituto de Previdência dos Servidores é insustentável devido ao aumento no número de aposentados e à redução no número de funcionários. Ele afirma estar trabalhando para regularizar a situação financeira em 30 dias, buscando comprovar a ausência de desvios de recursos. Enquanto isso, os aposentados permanecem em situação de insegurança e incerteza quanto aos seus pagamentos, aguardando uma solução definitiva para a crise.



