Estudante de Sistemas da Informação utilizou reconhecimento de voz para que o aplicativo entenda perguntas e procure respostas
A busca por informações em bibliotecas e o manuseio de dicionários como o Aurélio e a Enciclopédia Barsa podem parecer métodos ultrapassados para a geração atual, que já nasceu imersa na tecnologia e ávida por novas formas de aprendizado. Nesse contexto, ferramentas virtuais surgem como importantes aliadas, auxiliando em diversas atividades, inclusive nos estudos.
Um Aplicativo Interativo para Apoio Acadêmico
Conquistar a atenção dos jovens não é tarefa fácil, mas um estudante de Bebedouro conseguiu unir o útil ao agradável. Ele desenvolveu um aplicativo interativo com o propósito de ser uma ferramenta de apoio e um grande aliado nos estudos acadêmicos. O “Gunty”, como foi nomeado, permite pesquisar qualquer tipo de assunto relacionado à educação.
O software, compatível com qualquer computador, utiliza reconhecimento de voz para entender as perguntas dos alunos e, em seguida, emprega a reprodução artificial da voz humana para responder às questões. O criador do aplicativo, Rodrigo Gonçalves, estudante de sistemas de informação, explica que o aplicativo possui um visual diferenciado e atrativo, com um personagem modelado para interagir com o aluno.
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Como o Aplicativo Funciona
O funcionamento é simples: o aluno pergunta e o software responde. Não é necessário digitar ou clicar, basta fazer a pergunta. Rodrigo enfatiza que o aplicativo não se compara a um site de pesquisas como o Google, pois seu foco é estritamente educacional e funciona com perguntas e respostas diretas.
O aplicativo possui uma base de dados sobre personagens históricos, como Santos Dumont e Albert Einstein, que é alimentada e gerenciada pelos próprios professores. O aluno pode fazer perguntas sobre esses personagens, como “Onde nasceu Santos Dumont?”, e o aplicativo, por meio de um algoritmo, reconhece a pergunta, busca a resposta na base de dados e a reproduz para o aluno, estabelecendo um diálogo entre o aluno e o aplicativo.
Dois Anos de Pesquisa e Reconhecimento Internacional
O projeto demandou dois anos de pesquisa e foi apresentado em 2015 em uma conferência internacional sobre educação e novas tecnologias em Barcelona, na Espanha. O artigo científico sobre o software foi reconhecido e já está em funcionamento no Brasil.
A ideia do aplicativo surgiu da dificuldade que Rodrigo enfrentava quando criança, sendo tímido e com receio de fazer perguntas em sala de aula. Ele percebia que outros alunos também compartilhavam dessa dificuldade, temendo o julgamento dos colegas. O aplicativo visa oferecer um ambiente seguro e livre de julgamentos para que os alunos possam tirar suas dúvidas.
O aplicativo já está patenteado e, por enquanto, disponível apenas para desktops. A previsão é que até o final do ano ele esteja disponível em versões para celulares. Atualmente, o software está sendo utilizado na faculdade UnifaFIBI em Bebedouro, e a ideia é expandir o projeto para escolas públicas da cidade e outras instituições de ensino pelo país.
Essa iniciativa demonstra o potencial da tecnologia para transformar a educação, oferecendo ferramentas inovadoras que estimulam o aprendizado e a participação dos alunos.



