Empresa da maçã levou a melhor em instâncias inferiores, mas o STF deu ganho de causa para a corporação brasileira
Nesta terça-feira, o comentarista Edmo Bernardes discute duas polêmicas que abalam o cenário econômico brasileiro: a disputa judicial entre Apple e Gradiente pelo direito de uso da marca iPhone e a dívida bilionária dos clubes de futebol.
A Batalha Legal pelo iPhone
A Apple e a Gradiente travam uma longa batalha judicial pela marca iPhone. A Gradiente registrou a marca “IPHONE” (com “I” maiúsculo) em 1997, sete anos antes do lançamento do iPhone da Apple. Apesar da Gradiente ter vencido em instâncias inferiores, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), entendeu que a Apple detém o direito à marca. A votação final está prevista para 12 de junho e definirá se o princípio da anterioridade, fundamental no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), será respeitado. A decisão impactará não apenas as empresas envolvidas, mas também a segurança jurídica no Brasil, afetando investimentos nacionais e internacionais.
A Crise Financeira nos Clubes de Futebol
A dívida total dos clubes brasileiros de futebol ultrapassa R$ 11 bilhões. O Atlético Mineiro lidera com cerca de R$ 1,5 bilhão, seguido pelo Botafogo (R$ 1,04 bilhão). A compra do Botafogo por John Textor por R$ 700 milhões contrasta com a dívida do clube, levantando questionamentos sobre a viabilidade financeira do futebol brasileiro. Enquanto isso, Flamengo e Palmeiras, com receitas superiores a R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, respectivamente, demonstram um modelo de gestão mais sustentável. A comparação com a avaliação de clubes internacionais como Real Madrid e Manchester United (ambos com valor de mercado acima de US$ 6 bilhões) evidencia a disparidade financeira e a necessidade de um modelo de negócios mais eficiente para os clubes brasileiros.
Leia também
A discussão sobre a marca iPhone e a crise financeira no futebol brasileiro expõem fragilidades no sistema jurídico e na gestão financeira do país. A falta de segurança jurídica e a gestão irresponsável de recursos geram impactos negativos na economia e no esporte nacional, demandando atenção e soluções urgentes.