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Araraquara recebe 3ª etapa do Programa de Regionalização da Saúde

Projeto do Governo Estadual visa discutir os problemas e apontar melhorias para a saúde dos municípios; entenda
Araraquara recebe 3ª etapa do Programa
Projeto do Governo Estadual visa discutir os problemas e apontar melhorias para a saúde dos municípios; entenda

Projeto do Governo Estadual visa discutir os problemas e apontar melhorias para a saúde dos municípios; entenda

A regionalização da saúde no estado de São Paulo está em sua terceira etapa, Araraquara recebe 3ª etapa do Programa, com encontros realizados para identificar prioridades e melhorar o acesso aos serviços nos municípios. O processo, que ocorre há dois anos, envolve profissionais e gestores da área e já passou por todas as 18 regionais de saúde do estado.

Principais prioridades da regionalização: Na região de Araraquara, foram elencadas como prioridades a oncologia, cardiologia, neurologia e saúde mental. Recentemente, a saúde mental foi destacada para alinhamento entre gestores e prestadores, visando um encaminhamento adequado dos pacientes pela rede do SUS.

Desafios e avanços no financiamento e infraestrutura

Um dos maiores desafios enfrentados é o financiamento da atenção básica, que teve avanços significativos nos últimos dois anos. O incentivo à gestão municipal (IGM) aumentou de R$ 4 para até R$ 40 per capita, permitindo melhor atendimento à população. Além disso, a tabela SUS paulista foi reajustada, chegando a valores até quatro vezes superiores aos da tabela federal, que não era atualizada há mais de 20 anos.

O estado ainda enfrenta a necessidade de ampliar o número de leitos hospitalares em algumas regiões. Para isso, o governador Tarcísio de Freitas tem inaugurado novas unidades hospitalares em cidades como Birigui, Tatuí, Cruzeiro, Franca e Presidente Prudente, além de novos leitos e AMEs.

Parcerias e ampliação do atendimento em Ribeirão Preto: Em Ribeirão Preto, uma das maiores cidades do estado, há uma parceria com o Hospital das Clínicas (HC) para ampliar o atendimento por teleatendimento e aumentar a oferta de especialidades e leitos. O HC tem sido um importante mecanismo para a região, com aumento significativo da produção nos últimos dois anos.

Atenção básica, insumos e vacinação

A atenção básica, responsabilidade dos municípios, inclui a Estratégia Saúde da Família, UBSs, UPAs, CAPS e maternidades municipais. Sobre o desabastecimento de insulina para tratamento da diabetes, a secretária Priscila Perdicare informou que houve falta em nível nacional, mas o Ministério da Saúde realizou uma compra internacional para reabastecer os estoques. O estado busca desenvolver fornecedores locais em parceria com instituições como a Fiocruz para evitar futuras faltas.

Quanto à vacinação, a cobertura vacinal aumentou de cerca de 77% para mais de 95% em algumas vacinas, resultado do esforço conjunto entre estados e municípios. A secretária destacou a importância da vacina contra o HPV, que previne o câncer e é oferecida gratuitamente pelo SUS para jovens a partir dos 9 anos.

Cirurgias eletivas e mutirão de ortopedia: O estado ampliou a realização de cirurgias eletivas, passando de uma média anual de 700 mil até 2022 para 1,2 milhão em 2024. Apesar disso, ainda existem gargalos em algumas especialidades, especialmente ortopedia. Para enfrentar essa demanda, foi lançado um mutirão estadual de ortopedia que envolve recursos adicionais para entidades filantrópicas e hospitais estaduais, incluindo unidades regionais.

Informações adicionais

O programa de regionalização da saúde tem como objetivo identificar deficiências e melhorar o atendimento da população em todas as regiões do estado, com a presença constante de autoridades estaduais para acompanhar o processo.

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