Organizador de protesto Nilton Vieira conversou com a CBN Ribeirão
A unidade de semiliberdade da Fundação Casa em Barretos está programada para ser fechada no dia 30, gerando forte oposição de familiares, residentes locais e servidores da instituição. Um protesto está sendo organizado em frente à unidade para manifestar essa insatisfação.
Mobilização Contra o Fechamento
De acordo com Newton Vieira, organizador do movimento, a mobilização foi articulada através das redes sociais e espera reunir um número significativo de pessoas. Funcionários da Fundação Casa solicitaram apoio para realizar a manifestação, tendo em vista que o fechamento da unidade resultará na transferência de aproximadamente 25 funcionários para outras localidades.
Alegações e Contrapontos
A Fundação Casa alega que o alto custo operacional e a suposta alta taxa de evasão justificam o fechamento da unidade. No entanto, o promotor da cidade tentou intervir contra a decisão. Manifestantes argumentam que a proximidade com a família e a residência é crucial para a ressocialização dos adolescentes, conforme previsto na legislação. O apoio do presidente da UAB de Barretos e do conselho tutelar também foi solicitado.
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Impacto na Ressocialização
Anderson Roberto de Jesus, presidente do conselho tutelar, expressa preocupação com o impacto da transferência dos adolescentes para outras unidades, argumentando que isso pode prejudicar o processo de ressocialização. Ele ressalta que a medida socioeducativa visa preservar os vínculos familiares e comunitários, o que seria dificultado pelo deslocamento para outras cidades. Além disso, muitas famílias não possuem recursos financeiros para visitar os filhos em locais distantes.
Segundo a assessoria da Fundação Casa, a unidade de Barretos opera em regime de semiliberdade, onde os adolescentes trabalham e estudam durante o dia, retornando à unidade apenas para dormir. A justificativa para o fechamento é a baixa demanda, com apenas nove adolescentes residindo na unidade. A Fundação Casa informa que os adolescentes serão remanejados para unidades de semiliberdade em Ribeirão Preto e Araraquara.
A oposição ao fechamento da unidade de semiliberdade em Barretos levanta questões importantes sobre o equilíbrio entre custos operacionais e o impacto social das medidas socioeducativas, especialmente no que diz respeito à ressocialização e ao apoio familiar.



