São quase nove milhões de hectares com este tipo de cultura; quem traz os detalhes é Giulia Trés no ‘Giro do Agro’
Cana-de-açúcar: expansão da área plantada e queda na produção
O setor sucroenergético brasileiro apresenta um cenário paradoxal. De acordo com levantamento da Konabe, a área destinada ao cultivo da cana-de-açúcar cresceu 4%, atingindo quase 9 milhões de hectares. No entanto, a produção para a safra 2024-25 deve ser 5% menor que a safra anterior, segundo a segunda maior companhia nacional de abastecimento. A produtividade média também caiu 8% em comparação com a safra passada.
Impacto na região de Ribeirão Preto
Para o engenheiro agrônomo Rodolfo Albuquerque, as condições climáticas severas, com estiagem prolongada, altas temperaturas e incêndios, foram determinantes para os prejuízos na produção de cana-de-açúcar, principalmente na região de Ribeirão Preto. Esses fatores impactaram diretamente o rendimento das lavouras, resultando em menor diluição dos custos fixos.
Perspectivas para os próximos meses
Apesar do cenário desafiador, há um vislumbre de esperança. Se o regime hídrico continuar favorável, como observado de outubro a dezembro de 2024 e se mantiver em janeiro de 2025, e os produtores adotarem estratégias de manejo fitossanitário adequadas, os desafios podem ser mitigados. Com isso, é possível alcançar ganhos de produtividade e maior rentabilidade para os produtores de cana-de-açúcar.
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Em resumo, o setor sucroenergético enfrenta uma situação complexa, com aumento da área plantada contrastando com a queda na produção. Ações estratégicas de manejo e condições climáticas favoráveis serão cruciais para a recuperação da produtividade e a rentabilidade dos canaviais.