Impulsionado pelo setor de biocombustível, grão tornou-se atrativo pela elevação na produtividade e no retorno financeiro
Nos últimos 20 anos, a área plantada de milho no Brasil aumentou de 12 milhões para 22 milhões de hectares, um crescimento de 74%, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse avanço é atribuído ao melhoramento genético e à adoção de novas tecnologias, que elevaram a produtividade e atraíram produtores pelo potencial de retorno financeiro do grão.
De acordo com o Balanço Energético Nacional de 2024, Área plantada de milho no Brasil, o setor de biocombustíveis é um dos principais impulsionadores desse crescimento, especialmente na região onde a cultura é mais presente. Robson Vasconcelos, especialista em milho e melhoramento genético, destaca que o etanol tem contribuído para a estabilização dos preços do milho, agregando valor ao produto e gerando empregos.
“A etanol se tornou uma grande oportunidade de manter os preços. O milho é uma commodity, mas estamos agregando valor, gerando emprego e vendo uma agricultura cada vez mais forte”, afirmou Vasconcelos.
Atualmente, o Brasil conta com 22 indústrias de etanol em operação, e há projetos para a instalação de mais 21 unidades nos próximos dois anos, distribuídas em diferentes regiões do país.
Apesar dos avanços, o Brasil ainda não atingiu seu potencial máximo na produção de milho. O clima tropical favorece a proliferação de pragas, o que exige esforço adicional dos produtores para manter a competitividade e enfrentar esses desafios.
Expansão da área plantada: O crescimento da área cultivada de milho reflete a adoção de tecnologias e melhoramento genético.
Impacto dos biocombustíveis: O setor de biocombustíveis tem impulsionado a demanda e ajudado a estabilizar os preços do milho.
Investimentos em indústrias de etanol: O país possui 22 indústrias de etanol em operação, com planos para ampliar esse número em 21 unidades nos próximos dois anos.
Desafios climáticos: O clima tropical brasileiro favorece pragas, exigindo maior esforço dos produtores para manter a competitividade.
Informações adicionais
Os dados sobre área plantada foram fornecidos pela Conab, e o balanço energético é do ano de 2024. Não foram divulgados números específicos sobre produtividade ou volume total de produção.