Inseto é o transmissor da leishmaniose; um bebê foi diagnosticado com a doença, do tipo visceral, na cidade
Após a confirmação de um caso de leishmaniose visceral em uma bebê de nove meses em Matão (SP), a Superintendência de Controle de Endemias (Susen) iniciou a instalação de armadilhas para capturar o mosquito Lutzomyia longipalpis, transmissor da doença. A criança segue internada no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
Armadilhas e monitoramento
As armadilhas, compostas por um recipiente com luz e um mini ventilador, atraem e capturam os mosquitos. Os insetos capturados são analisados e, se positivo para a doença, é aplicado fumacê na região. A equipe da Susen instalou 10 armadilhas que serão vistoriadas diariamente.
Prevenção e controle
De acordo com o diretor da vigilância sanitária de Matão, Sérgio Luiz Lucateli, ambientes úmidos e com temperaturas elevadas favorecem a proliferação do mosquito. Os agentes de controle de vetores estão inspecionando residências, focando em áreas com vegetação, devido à preferência do mosquito por locais úmidos. Cães da residência da criança infectada e do canil municipal foram examinados, sem detecção do protozoário.
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Leishmaniose visceral: sintomas e prevenção
A leishmaniose visceral causa fraqueza, manchas no corpo, comprometimento da medula óssea e problemas respiratórios, podendo levar à morte. Em 2022, foram registrados 90 casos e 8 mortes no estado de São Paulo. Este é o primeiro caso analisado em 2023. A Susen afirma apoiar os municípios, mas a responsabilidade pelo controle da doença é das prefeituras.



