Daniela Lemos fala com a arquiteta Thais Alves e chef Kalymaracaya sobre a inspiração para o ambiente planejado no evento
Apresentação: Daniela Lemos conversa com Taís Alves, designer de interiores, e Kali Maracayá, a primeira chefe indígena de gastronomia reconhecida no Brasil, sobre a Casa Cor Ribeirão Preto e a inspiração da cultura indígena na decoração.
A Casa Cor Ribeirão Preto e o tema “Corpo e Morada”
A Casa Cor Ribeirão Preto, em sua quinta edição, é um evento de arquitetura, paisagismo, arte e design de interiores. Com mais de 2 mil metros quadrados e 33 ambientes, a mostra, que acontece até 22 de outubro, apresenta trabalhos de mais de 50 profissionais de diferentes cidades e estados brasileiros. O tema deste ano, “Corpo e Morada”, inspirou os designers a criar ambientes que refletem a cura e o bem-estar.
O ambiente de Taís Alves e a inspiração em Kali Maracayá
Taís Alves, designer de interiores, criou um ambiente inspirado na cultura indígena, tendo Kali Maracayá como inspiração. A busca por uma história real e palpável levou Taís a pesquisar sobre terapias holísticas e gastronomia indígena, culminando no encontro com Kali, cuja ancestralidade e força se tornaram a alma do projeto. O ambiente, intitulado “Refúgio da Chefe Indígena”, busca representar a cultura terena sem cair em estereótipos.
Preservando a cultura e quebrando estereótipos
Kali Maracayá, do povo Terena de Mato Grosso do Sul, compartilha sua trajetória como chefe indígena e a importância de sua gastronomia na preservação da cultura. Ela destaca a transmissão oral de conhecimento e a luta contra os estereótipos que reduzem a cultura indígena a elementos superficiais. O ambiente criado por Taís busca representar a modernidade e a tradição, com elementos como uma rede, ar condicionado e um fogão à lenha, mostrando a evolução da cultura indígena sem perder sua essência. A conversa entre Taís e Kali destaca a necessidade de desmistificar a cultura indígena, mostrando sua riqueza e complexidade, e a importância de incluir a gastronomia indígena nos currículos de gastronomia do país.
A entrevista revela a emocionante jornada de criação de um ambiente que transcende a decoração, tornando-se um espaço de reflexão sobre cultura, ancestralidade e a importância da representatividade. A união entre a designer de interiores e a chefe indígena demonstra como a preservação cultural pode inspirar a criação de espaços únicos e significativos.



