Aumento da dívida com fornecedores em janeiro faz Secretaria da Fazenda buscar nova fórmula para equilibrar as contas
Arrecadação abaixo da meta
A arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em Ribeirão Preto ficou R$ 10 milhões abaixo da meta de R$ 120 milhões, mesmo com desconto de 10% para pagamento à vista. O secretário da Fazenda, Manoel Jesus Gonçalves, afirma que a previsão é arrecadar R$ 125,6 milhões até o fim do mês, incluindo valores de renegociações. Apesar disso, o município enfrenta um déficit de R$ 10 milhões na arrecadação inicial.
Dívidas crescentes
Com a arrecadação abaixo do esperado, a dívida com fornecedores aumentou em R$ 30 milhões, somando-se à dívida herdada de R$ 300 milhões. O superávit previsto para o primeiro mês é de apenas R$ 60 milhões, valor que precisa ser destinado a prioridades como saúde (principalmente compra de remédios) e infraestrutura (reparos de buracos nas ruas), além da coleta de lixo.
Desafios na gestão da dívida
A maior dívida é com a empresa responsável pela coleta de lixo, cerca de R$ 60 milhões. A prefeitura busca uma solução para o pagamento, considerando a necessidade de priorizar serviços essenciais. Atualmente, a lei obriga o pagamento das dívidas mais antigas, o que dificulta a quitação de débitos menores. O secretário Gonçalves busca uma fórmula para flexibilizar o pagamento, permitindo a quitação de dívidas menores antes das maiores, facilitando a renegociação das mais volumosas. A prefeitura alerta para a necessidade de pagamento do IPTU, pois após três meses de vencimento, a dívida vai para protesto.
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A prefeitura reconhece o impacto da crise econômica na arrecadação, mas reforça a importância do pagamento do IPTU para garantir a prestação de serviços essenciais à população. A busca por soluções para equilibrar as contas e honrar os compromissos financeiros é o foco principal da administração municipal.



