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Arroz registra queda no preço no primeiro semestre e alivia peso no bolso dos consumidores

Economista Maurílio Beniti explica os fatores que contribuíram para o barateamento em 35% da saca comparado ao início do ano
preço do arroz
Economista Maurílio Beniti explica os fatores que contribuíram para o barateamento em 35% da saca comparado ao início do ano

Economista Maurílio Beniti explica os fatores que contribuíram para o barateamento em 35% da saca comparado ao início do ano

O preço do arroz apresentou uma queda significativa nos primeiros seis meses de 2024, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP. Em janeiro, a saca de 50 quilos custava cerca de R$ 100, valor que caiu para R$ 67,01 em junho, representando uma redução superior a 35% em relação ao início do ano. Em julho, o preço manteve-se próximo a R$ 67.

O economista Maurílio Beniti explicou que a redução nos preços começou em outubro de 2023, após um aumento acentuado causado pelas enchentes no Rio Grande do Sul, estado responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz. Naquele período, o governo realizou importações, principalmente do Paraguai, para conter a alta dos preços.

Beniti destacou que a safra brasileira terminou em maio e que o aumento da área plantada e da produtividade no Rio Grande do Sul contribuiu para a queda dos preços. As variações recentes nos valores do arroz são influenciadas principalmente pela oscilação do dólar. Para o consumidor, a redução é considerada positiva, e para os produtores, apesar da queda nos preços, há uma recuperação da rentabilidade após as perdas causadas pelas enchentes.

Quanto à expectativa para os próximos meses, o economista prevê que os preços devem se estabilizar entre R$ 65 e R$ 70 até o final do ano, com possibilidade de leve aumento em outubro ou novembro, desde que não ocorram eventos climáticos ou econômicos extraordinários.

Sobre a taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos ao Brasil a partir de 1º de atrássto, Beniti afirmou que a situação ainda é incerta e que o cenário internacional está instável, envolvendo também México e União Europeia. Ele recomendou cautela na previsão de impactos, ressaltando que o momento é de aguardar os desdobramentos.

Principais pontos:

  • Queda de mais de 35% no preço da saca de arroz entre janeiro e junho de 2024.
  • Redução iniciada após enchentes no Rio Grande do Sul em 2023 e importações governamentais.
  • Aumento da área plantada e produtividade contribuem para a baixa nos preços.
  • Preços devem se estabilizar entre R$ 65 e R$ 70 até o fim do ano, com possível leve alta no último trimestre.
Entenda melhor

O Rio Grande do Sul é o principal produtor de arroz do Brasil, respondendo por cerca de 70% da produção nacional. Eventos climáticos, como enchentes, impactam diretamente a oferta e os preços do produto. A cotação do arroz também é influenciada pela variação do dólar, que afeta os custos e as negociações internacionais.

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