Ex-deputado foi sequestrado e morto durante a ditadura militar; Bruno Silva comenta esse e outros detalhes desse período
O filme “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar, retrata a vida da família do ex-deputado Rubens Paiva, morto durante a ditadura militar brasileira. Este evento gerou debates importantes sobre a memória e a justiça no Brasil, impactando inclusive o cenário político.
O Caso Rubens Paiva e o Supremo Tribunal Federal
Recentemente, o Ministério Público apresentou novas denúncias contra militares envolvidos na morte de Rubens Paiva. O caso, atrásra nas mãos do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), envolve acusações de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e quadrilha armada. O STF decidirá sobre a aplicação da Lei da Anistia de 1979 e sua compatibilidade com tratados internacionais de direitos humanos, considerando a possibilidade de crimes permanentes que ultrapassam o período da anistia.
A Lei da Anistia e o Debate Internacional
A Lei da Anistia de 1979 é um ponto central da discussão. Sua aplicabilidade a crimes considerados permanentes e sua compatibilidade com tratados internacionais, como o Pacto de São José da Costa Rica, são questionadas. O Brasil já enfrentou críticas internacionais pela falta de punição a crimes cometidos durante a ditadura, como demonstram os casos julgados na Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Leia também
Memória, Narrativas e Polarização Política
O debate sobre o filme e a ditadura militar transcende o Oscar, atingindo a polarização política brasileira. A disputa por narrativas sobre o passado é um instrumento político, com alguns setores buscando relativizar a gravidade do regime ditatorial. É fundamental lidar com a memória do passado de forma responsável, buscando justiça para as vítimas e evitando a manipulação da história para fins políticos. O filme, como obra de arte premiada, contribui para esse debate, estimulando a reflexão crítica sobre a história política do Brasil.