Chefe da Fiscalização Osvaldo Braga conversou com a CBN Ribeirão
A movimentada cidade de Ribeirão Preto, São Paulo, é palco de uma operação delicada e controversa: a remoção de uma árvore na esquina das ruas Duque de Caxias e Visconde de Nhauma. A ação, liderada pelo corpo de bombeiros, visa eliminar um risco potencial, mas levanta questões sobre a necessidade do corte e seus impactos no trânsito local.
A Polêmica da Remoção
A interdição de um trecho da Duque de Caxias, próximo à Praça XV, para a remoção da Sibipiruna, causou congestionamento na Visconde de Nhauma. Segundo a prefeitura, a árvore inclinada representa um perigo para os imóveis próximos, conforme laudo da Limpiaz Urbana. No entanto, essa avaliação é contestada por trabalhadores da região, como mototaxistas, que afirmam que a árvore sempre teve essa inclinação e nunca causou problemas, mesmo durante tempestades.
Justificativas e Contrapontos
Oswaldo Braga, chefe da fiscalização geral da prefeitura, defende a decisão, alegando que o vendaval recente agravou a situação da árvore, aumentando o risco de queda. Ele ressalta que engenheiros ambientais e o Corpo de Bombeiros corroboram essa avaliação. Braga enfatiza que a prioridade é a segurança dos munícipes e dos imóveis, considerando o porte da árvore e o potencial de danos em caso de queda. Contudo, a população local questiona a urgência da medida, argumentando que a árvore é um marco na paisagem e que sua remoção é desnecessária.
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Operação em Andamento e Custos
O Corpo de Bombeiros iniciou a remoção dos galhos superiores da árvore, com o objetivo de minimizar os riscos durante o corte. A prefeitura contratou um caminhão munck para auxiliar na operação, devido à altura da árvore. A previsão é que o serviço seja concluído até o final do dia, com a liberação do trânsito na Duque de Caxias. O custo do aluguel do caminhão munck é de R$ 2 mil por dia. A Secretaria do Meio Ambiente planeja repor a árvore removida com o plantio de novas mudas.
A remoção da árvore na Praça XV expõe um debate complexo entre segurança, preservação ambiental e os impactos na vida cotidiana da cidade. As autoridades municipais garantem que a medida foi tomada com base em avaliações técnicas e visando o bem-estar da população. Resta acompanhar os desdobramentos da operação e o cumprimento das medidas de compensação ambiental.



