Quem analisa essa exposição, muitas vezes excessiva, é a psicóloga Carolline Rangel. Confira!
Neste Dia das Crianças, a relação entre crianças e tecnologia é foco de discussão. Embora os brinquedos sejam clássicos, a atração pelas telas tem crescido, impactando aprendizado e convívio social. Para abordar o tema, conversamos com a psicóloga Caroline Rangel.
Desafios da Era Digital na Infância
A exposição prolongada às telas preocupa, afetando a concentração e o aprendizado. A tecnologia chega cada vez mais cedo na vida das crianças, influenciando-as desde a primeira infância. A facilidade de acesso e o compartilhamento entre colegas amplificam o impacto, criando um ciclo social em torno das telas. A velocidade, os sons e a variedade de estímulos das telas podem tornar atividades tradicionais menos atraentes, prejudicando a atenção e concentração.
Recomendações para um Equilíbrio Saudável
Para equilibrar o tempo de tela, existem recomendações baseadas em estudos: até 2 anos, exposição mínima; 2 a 5 anos, no máximo 1 hora; 6 a 10 anos, até 2 horas; e 11 a 18 anos, até 3 horas diárias. É crucial evitar o acesso livre e ilimitado às telas. A psicóloga sugere que os pais dediquem mais tempo a atividades alternativas, incentivando a criatividade e a interação fora do mundo digital.
Alternativas Criativas e o Valor da Interação
Atividades simples, como cozinhar juntos ou criar brincadeiras caseiras, estimulam a criatividade e a interação familiar. Resgatar brincadeiras tradicionais e compartilhar experiências da infância dos pais podem aproximar as crianças da realidade e despertar a curiosidade sobre outras formas de diversão. O ideal é encontrar um equilíbrio, incluindo a tecnologia com moderação e priorizando a interação social e experiências diversas. Embora os impactos a longo prazo da exposição precoce às telas ainda sejam estudados, a moderação e a busca por atividades alternativas são fundamentais para um desenvolvimento saudável.



